segunda-feira, fevereiro 24, 2020
22.5 C
Rio de Janeiro
Início Sociedade Expectativa de reabertura do Museu Nacional emociona pesquisadores
- Publicidade -
Banner quadrado

Expectativa de reabertura do Museu Nacional emociona pesquisadores

Equipes trabalham intensamente na busca e restauro de peças do acervo

Mais Lidas

Vasco da Gama fica perto de contratar Nicolás Oroz e Matheus, filho de Bebeto, pode pintar na Colina

Inspiração do embala neném de 1994 defende o Sporting de Portugal

Flamengo e Independiente Del Valle jogam pela Recopa Sul-Americana

Os dois clubes estão no grupo A da atual edição da Libertadores

Alcolumbre considera reforma tributária pauta “improrrogável”

Presidente do Senado pretende aprovar texto no Congresso Nacional ainda no primeiro semestre deste ano por conta das eleições municipais
- Advertisement -

O bioarqueólogo do Museu Nacional Murilo Bastos diz que é difícil de chorar, mas confessa que “estará em lágrimas de emoção e felicidade” quando o prédio e o acervo da instituição estiverem totalmente recuperados. O prédio e importantes peças de seu acervo foram destruídos em um incêndio em setembro de 2018.

É assim que Bastos resume o empenho dos pesquisadores para recuperar o acervo do espaço cultural, instalado na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio. Desde a data do acidente, ele se dedica a esse trabalho. “O que a gente mais quer aqui é ver esse prédio e toda a estrutura do museu, linda, como a gente gosta, como o Brasil e a nossa população merecem.”

- Publicidade -

Em entrevista  à Agência Brasil, ele afirma que, enquanto tiver coisa para tirar, todos estarão ali, com a mesma energia, com a mesma força com que começaram o resgate porque querem ter a certeza de que recuperaram tudo que foi possível.

Bastos mostra-se ansioso pela volta ao funcionamento do Museu Nacional em sua plena capacidade, mas antes disso, destaca que é intenso o trabalho dos pesquisadores para retirar dos escombros o que ainda tem de peças e fragmentos do acervo. “Como profissional, o que posso dizer é sobre a entrega do museu de volta ao público, para exibições, para exposições, e a nossa área de pesquisa, próxima de tudo isso. Vai ser ótimo para todo mundo, vai ter uma sinergia.”

O bioarqueólogo enfatiza que existem vários níveis de dificuldade e que a maior é que ninguém estava acostumado a lidar com o acervo do museu, o material queimado. “Então, é muito difícil identificar as peças, é um desafio constante e um aprendizado de tudo aquilo que já fizemos e tudo que estamos fazendo agora.”

Coleções

O minucioso trabalho de busca de fragmentos de peças do acervo em meio aos escombros - Tânia Rêgo/Agência Brasil
O minucioso trabalho de busca de fragmentos de peças do acervo em meio aos escombros – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os pesquisadores e as equipes de apoio estão empenhados, dia após dia, em recuperar o acervo do museu. Ângela Buarque, que já foi antropóloga da instituiçao e hoje é pesquisadora colaboradora, comanda a equipe responsável pela recuperação de peças e fragmentos da exposição Entre Dois Mundos: Franceses de Paratitou e Tupinambás de Rouen, que mostrava o encontro das populações nativas, que na época eram os Tupinambás da laguna de Araruama, hoje Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e os franceses que chegavam no local em busca de pau-brasil e outros produtos.

“É sempre um momento tenso, emocionante quando se encontra, às vezes, uma pequena peça, porque aí se pensa que pelo menos um registro vai ficar. Desde o início de janeiro, estamos aqui e encontramos apenas três minúsculas pecinhas”, conta Ângela.

Segundo a antropóloga, estavam na exposição peças que comprovavam a presença francesa no território. “Nesse momento de coleta, é, principalmente, o material de pequeno porte: miçangas minúsculas, centenas delas, que estavam nas vitrines, derreteram. Hoje estamos à cata desses elementos. Como as miçangas são muito pequenas, usamos uma peneira também pequena.”

Ângela acrescenta que a exposição foi montada para ser temporária, mas acabou se estendendo e já estava aberta à visitação pública há 10 anos, na chamada Sala dos Embaixadores. “Era um material muito significativo e dialogava com este momento [do século 16]”.

Durante as pesquisas que ela fez sobre este período, foram encontradas peças que não faziam parte da exposição e que, por isso, não foram destruídas pelo fogo.”Nós temos um laboratório que funciona no Horto – a maior parte das minhas pesquisas está na Casa de Pedra. A gente ainda tem muita coisa que, em algum momento, pode voltar e fazer parte de uma exposição”, diz a antropóloga. As peças que estavam no museu, porém. Já eram restauradas e se perderam.

De acordo com a antropóloga, esse contato entre os indígenas e os franceses acabou levando um grupo de Tupinambás para Rouen, na França, onde alguns se estabelecera. Outros voltaram para o Brasil.

Egípcia

Uma coleção que está sendo recuperada é a egípcia, muito procurada pelo público antes do incêndio. Marina Buffa Cesar e sua equipe buscam diariamente as peças e pequenos fragmentos de um acervo importante para a humanidade, que ela conhecia bem como pesquisadora. Ela passa os dias peneirando os escombros em busca da recuperação da coleção egípcia. “A gente tem recuperado muita coisa que, em alguns momentos, achava que não fosse recuperar. É emocionante. Tem momentos que a gente tem sorriso no rosto porque está conseguindo salvar muita coisa do Museu Nacional. Para mim, é gratificante.”

A coleção egípcia era uma exposição permanente do Museu Nacional, e a perspectiva é que retorne quando o espaço for reaberto. “Temos material que não é relacionado apenas às múmias, mas também aos shabtis e [peças] de bronze que eram únicos e estão sendo recuperados. Vamos trazer de volta para a sociedade tanto acadêmica, quanto para o pessoal que gosta de visitar o Museu Nacional”, acrescenta Marina.

O bioantropólogo Murilo Bastos destaca que os pesquisadores trabalham em uma grande rede de apoio entre eles. “Tem dia que um está mais triste que o outro, mas todos estão juntos para trabalhar e dar conta do serviço.”

Segundo Bastos, todos os dias eles lembram um pouco do que aconteceu. “A gente conhecia o prédio antes, os lugares, as salas. Quando entra, lembra como era e vê como ficou. Ao mesmo tempo, vem a imagem do incêndio, mas também a nossa cabeça meio se acostuma com aquilo para se adaptar e ter forças para continuar”, conclui.

- Publicidade -

Assine nossa Newsletter

Receba as priincipais notícias do Brasil e do Mundo em seu email

Falando Nisso...
Conteúdo Relacionado

- Publicidade -
-- Conteúdo Recomendado -
- Publicidade -

Mais Notícias
Conteúdo Relacionado

Sapucaí terá Estácio, Viradouro, Mangueira, Tuiuti, Ilha, Grande Rio e Portela

O público vai poder assistir temas diferentes que apresentam questões atuais e história

Marina Ruy Barbosa, Lívia Cady e Rita Batista relaxam no Camarote da Veveta

Spa e identidade olfativa do local são assinados pela Avatim

Vestida de rainha, Ivete Sangalo abre seu Carnaval em Salvador

A cantora recebeu Marina Ruy Barbosa no trio e no Camarote da Veveta

ONG cria canal para apoiar vítimas de transfobia no carnaval do Rio

Vítimas de discriminação poderão pedir apoio jurídico e psicológico

Horóscopo de domingo 23 de fevereiro de 2020

Confira a previsão dos astros para você

Vestida de rainha, Ivete Sangalo abre seu Carnaval em Salvador

A cantora recebeu Marina Ruy Barbosa no trio e no Camarote da Veveta

ONG cria canal para apoiar vítimas de transfobia no carnaval do Rio

Vítimas de discriminação poderão pedir apoio jurídico e psicológico

Horóscopo de domingo 23 de fevereiro de 2020

Confira a previsão dos astros para você

Fantasias criativas marcam desfile do Cordão da Bola Preta no Rio

Cortejo teve início com a execução do hino popular Cidade Maravilhosa

Horóscopo de sábado 22 de fevereiro de 2020

Confira a previsão dos astros para você

Escolas de Samba da série A desfilam hoje e amanhã no Sambódromo do Rio

Nesta sexta-feira, sete escolas se apresentam na Marquês de Sapucaí

Lamsa inicia operação especial de carnaval na Linha Amarela

Via expressa deve receber 285 mil veículos ao longo desta sexta-feira

Vasco da Gama supera o Internacional e encaminha a contratação de Martin Benitez

O Vasco da Gama tem tudo acertado para contratar o meia argentino Martin Benitez, do Independiente, da Argentina. O...

Temperatura despenca e Carnaval no Rio pode ter chuva

Frente fria traz chuva e queda da temperatura para o RJ

Kappa é a nova fornecedora do Vasco da Gama

Empresa ocupa o lugar da Diadora
- Publicidade -