terça-feira, fevereiro 25, 2020
22.5 C
Rio de Janeiro
Início Cultura Livros Distopia feminista: a principal tendência editorial da Frankfurt Book Fair
- Publicidade -

Distopia feminista: a principal tendência editorial da Frankfurt Book Fair

“Distopia”, de acordo com Houaiss, é “qualquer representação ou descrição de uma organização social futura caracterizada por condições de vida insuportáveis, com o objetivo de criticar tendências da sociedade atual

Mais Lidas

Marta e sua importância para o futebol feminino

Aos 20 anos, conquistou pela primeira vez o prêmio de melhor jogadora do mundo da Fifa

Fluminense empata e acaba eliminado da Sul-Americana

Tricolor ficou no 0 a 0 com Unión La Calera

Temperatura despenca e Carnaval no Rio pode ter chuva

Frente fria traz chuva e queda da temperatura para o RJ
- Advertisement -

Por Larissa Caldin “Distopia”, de acordo com Houaiss, é “qualquer representação ou descrição de uma organização social futura caracterizada por condições de vida insuportáveis, com o objetivo de criticar tendências da sociedade atual, ou parodiar utopias, alertando para os seus perigos”. Essa palavra ecoou por todos os corredores (e olha que são muitos!) da Frankfurt Book Fair deste ano, que ocorreu entre os dias 14 e 18 de outubro.

Na semana passada estive na feira representando a Primavera Editorial, editora que apresenta obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca respeito social e condições para fazer as próprias escolhas. O meu objetivo nas feiras internacionais – London Book Fair e a Frankfurt Book Fair, por exemplo – é identificar, norteada pela nossa linha editorial, as tendências internacionais que têm espaço e representatividade no Brasil. A proposta dessa análise é, sempre que possível, adquirir os direitos de tradução de obras que possam ser lançadas no Brasil.

- Publicidade -

Nesta feira do livro de Frankfurt ficou visível que uma das maiores tendências editoriais – quando se fala em livros focados no universo da mulher – é a distopia feminista. Isso se deve muito por conta da explosão de vendas do livro da canadense Margaret Atwood, O conto da aia, que vendeu mais de 8 milhões de cópias desde o relançamento. O que mais acho interessante nesse case é o fato de o livro ser de 1985 e ter voltado à tona após a ascensão de Trump e Marine Le Pen. Aliás, não por acaso, já que a narrativa apresenta semelhanças com alguns dos discursos propagados por esses líderes.

A feira, que antes era uma corrida para captar o lançamento mais recente, na tentativa de lançamentos mundiais sincronizados – e sempre renegando os livros mais antigos –, este ano me surpreendeu com agentes, apresentando livros de 1983, 1988 e 1994, todos nessa temática.

E embora O conto da aia seja um clássico do gênero da distopia – assim como Kindred, de Octavia E. Butler, publicado em 1979 – há muita produção atual sendo inspirada neles, como As horas vermelhas: para que servem as mulheresVox, O poder, todos publicados em 2018.

O que penso, do ponto de vista editorial, sobre tudo isso? Precisamos usar a literatura para falar sobre aquilo que nos incomoda. As distopias feministas chegam, pela lente da ficção, trazendo assuntos que andam nos preocupando – e isso não apenas no cenário nacional, mas em todo o mundo. Em uma entrevista em 2018, Atwood fala que esses livros “de certa forma são meio que manuais, ou livros do tipo ‘e se fosse comigo?’. O conceito de que a história é sempre progresso é uma ilusão”. 

Como publisher, trouxe da feira conteúdos bons; atuais e importantes nesse gênero. O objetivo é que nossas leitoras e leitores consigam ler tais livros tanto pela ótica da ficção, quanto pelo olhar social que, inevitavelmente, tal tendência carrega em suas páginas.

Larissa Caldin é publisher da Primavera Editorial

- Publicidade -

Assine nossa Newsletter

Receba as priincipais notícias do Brasil e do Mundo em seu email

Falando Nisso...
Conteúdo Relacionado

- Publicidade -
-- Conteúdo Recomendado -
- Publicidade -

Mais Notícias
Conteúdo Relacionado

Horóscopo de segunda-feira 24 de fevereiro de 2020

Confira a previsão do horóscopo para o dia 24 de fevereiro de 2020 e fique por dentro de tudo o que o seu signo lhe...

Reforços do Vasco da Gama: Clube tenta a contratação de lateral colombiano

Déiver Machado atua no futebol Belga e despertou o interesse do clube carioca

Cordão do Boitatá celebra a ancestralidade, em seu 24º carnaval

Desde 2006, bloco também se apresenta em um palco montado na Praça XV

Sapucaí terá Estácio, Viradouro, Mangueira, Tuiuti, Ilha, Grande Rio e Portela

O público vai poder assistir temas diferentes que apresentam questões atuais e história

Marina Ruy Barbosa, Lívia Cady e Rita Batista relaxam no Camarote da Veveta

Spa e identidade olfativa do local são assinados pela Avatim

Cordão do Boitatá celebra a ancestralidade, em seu 24º carnaval

Desde 2006, bloco também se apresenta em um palco montado na Praça XV

Sapucaí terá Estácio, Viradouro, Mangueira, Tuiuti, Ilha, Grande Rio e Portela

O público vai poder assistir temas diferentes que apresentam questões atuais e história

Marina Ruy Barbosa, Lívia Cady e Rita Batista relaxam no Camarote da Veveta

Spa e identidade olfativa do local são assinados pela Avatim

Vestida de rainha, Ivete Sangalo abre seu Carnaval em Salvador

A cantora recebeu Marina Ruy Barbosa no trio e no Camarote da Veveta

ONG cria canal para apoiar vítimas de transfobia no carnaval do Rio

Vítimas de discriminação poderão pedir apoio jurídico e psicológico

Horóscopo de domingo 23 de fevereiro de 2020

Confira a previsão dos astros para você

Fantasias criativas marcam desfile do Cordão da Bola Preta no Rio

Cortejo teve início com a execução do hino popular Cidade Maravilhosa

Horóscopo de sábado 22 de fevereiro de 2020

Confira a previsão dos astros para você

Escolas de Samba da série A desfilam hoje e amanhã no Sambódromo do Rio

Nesta sexta-feira, sete escolas se apresentam na Marquês de Sapucaí

Lamsa inicia operação especial de carnaval na Linha Amarela

Via expressa deve receber 285 mil veículos ao longo desta sexta-feira
- Publicidade -