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Lixões e aterros sanitários: um desafio permanente na vida dos brasileiros

Tecnologia japonesa é alternativa sustentável para descarte adequado dos resíduos, por meio de triagem do material a ser tratado, e destaca a importância das associações catadores na reciclagem do lixo

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A falta de destinação adequada do lixo é um problema comum em grande parte das cidades brasileiras, basta olhar para lado que não será difícil encontrar lixo espalhado pelas ruas. Apesar de todo o esforço e do trabalho árduo das equipes de limpeza, a falta de educação da população contribui para acúmulo de lixo, que gera impactos negativos em toda a cadeia ambiental, social e econômica. Essa situação está no cotidiano de todos, mas para onde vai todo o lixo que descartado diariamente? Essa pergunta é cheia de indagações e em muitos casos, sem uma resposta adequada.

Mais do que conscientizar a população sobre a importância do descarte adequado do lixo, é preciso que poder público invista ainda mais em medidas que erradiquem os famosos lixões. Ao todo, são três mil que podem ser encontrados em boa parte das cidades brasileiras, contaminado a água e o solo. Com esse objetivo, o Governo Federal instituiu, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Completados nove anos da promulgação da lei, pouco se avançou para conseguir alcançar as diretrizes estipuladas.

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A destinação inteligente de resíduos orgânicos é uma das regras que já deveria estar em vigor e, assim, destinar para os aterros sanitários apenas os rejeitos materiais que não podem ser aproveitados, como embalagens de alumínio e fraldas descartáveis. Nos lixões, os resíduos são depositados em aterros a céu aberto sem nenhum controle ambiental ou tratamento. Além de produzir o gás natural metano, um dos agravadores do efeito estufa, a decomposição da matéria orgânica gera o caldo chorume, altamente poluente.

O problema também ganha contornos econômicos e sociais, pois muitas pessoas tiram seu sustento desses locais insalubres, recolhendo o lixo para reaproveitar os materiais, sujeitando-se a contaminação e doenças. Já nos aterros os resíduos são compactados e cobertos por terra. Terrenos assim têm sistema de drenagem que captam líquidos e gases resultantes da decomposição dos resíduos orgânicos. Desta forma, o solo e o lençol freático ficam protegidos da contaminação do chorume, e o metano é coletado para armazenagem e queima.

Tecnologia aliada às associações de reciclagem

Recentemente uma tecnologia japonesa tem sido considerada a melhor opção para o tratamento de resíduos sólidos urbanos, industriais, de agronegócio e hospitalar. Reduz em até 95% o volume dos resíduos e está totalmente dentro das normas ambientais. 

Chamada de “DTRO5”, trata-se de um equipamento de grande porte (6 toneladas) para decomposição de resíduos por meio de plasma frio, que pode integrar uma Usina de Tratamento de Resíduos Urbanos. Funciona com a presença de oxigênio e dispensa totalmente a utilização de lixões, que já foram proibidos desde 2010.

A tecnologia tem capacidade para tratar 210 kg de lixo por hora e apenas uma máquina atende, por exemplo, as necessidades de um município de até 20 mil habitantes. Vale ressaltar que é feita a triagem de todo o resíduo antes de dar entrada no maquinário, o que torna indispensável a colaboração de Associações de Catadores de Papel. 

Segundo o CEO da Direção Máquinas e Equipamentos, Fred Couto, que importou a tecnologia, trata-se de uma solução amplamente utilizada no Japão, país 22,5 vezes menor que o Brasil e que precisou desenvolver tecnologias avançadas de reciclagem e tratamento de resíduos. “O equipamento não utiliza combustíveis ou fonte de energia externa para o processo de tratamento do lixo, possui tecnologia totalmente testada e aprovada pelos órgãos ambientais não necessita de mão de obra especializada para operação, além de contar com linhas de financiamento do BNDES”, esclarece.

Entre os diferenciais técnicos da máquina está a redução do volume de resíduo em 95%, além de não utilizar combustíveis ou fontes de energia externa para o processo de tratamento. Ou seja: o lixo é o próprio combustível e 100% da matéria resultante é aproveitável e pode ser usado como adubos, insumos para cimenteiras, fabricação de bloquetes, entre outros. Vidros e metais são reaproveitados e vendidos como material reciclado. A utilização da máquina possibilita ainda o tratamento do Passivo Ambiental de Resíduo Urbano, localizado em aterros irregulares ou desativados. 

Exemplo que veio do oriente

Junto com o crescimento econômico do país, o Japão se viu diante do desafio de encontrar um destino adequado para o lixo. Por meio da implantação de uma série de iniciativas, o país é um dos mais avançados nesse campo e aposta na conscientização da população para diminuir a produção de lixo. Com diversas usinas de tratamento espalhadas por todo território japonês, os moradores já separam em casa o que é orgânico do que é reciclável. Os caminhões fazem a coleta e cada um traz um tipo de lixo, que é tratado de forma diferente. Além dos materiais reciclados, que são separados, embalados e limpos, e estão prontos para serem vendidos para os centros de reciclagem.

No Brasil, os estados de Alagoas, Rio de Janeiro e Santa Catarina conseguiram eliminar os lixões e estão adotando medidas sanitárias que garantem o descarte e o tratamento adequado do lixo. Já Minas Gerais vive uma situação crítica e ocupa o terceiro lugar no ranking dos estados com mais lixões no Brasil, atrás da Bahia e Maranhão. Segundo o levantamento feito pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), em 2017, 60,08% da população urbana era atendida por sistemas de destinação final de resíduos sólidos urbanos regularizados ambientalmente. Para combater esse cenário, fundação a investe no programa Minas sem Lixões, que visa a adoção de metodologias e práticas a fim de mitigar os lixões e orientar os municípios a realizarem o descarte adequado dos resíduos

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