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Presos apresentam suas criações em desfile em penitenciária paulista

Projeto de reabilitação, chamado Ponto Firme, busca ajudar os presos a construir sua autoestima e dar a eles uma destreza por meio do crochê

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Uma passarela de moda é montada dentro de um presídio de segurança máxima, onde modelos da São Paulo Fashion Week (SPFW) apresentaram uma coleção de crochê realizada pelos presos, espectadores do show na primeira fila.

Bodies delicados e minissaias com franjas fazem parte do desfile na penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, São Paulo. Com uma linha cor de lavanda na mão, os presos fazem parte do público.

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Este projeto de reabilitação, chamado Ponto Firme, busca ajudar os presos a construir sua autoestima e dar a eles uma destreza por meio do crochê.

“Senti orgulho de mim mesmo, vendo uma peça minha no desfile, uma peça como essa para o público, e mais orgulhoso ainda ao saber que gostaram do que eu fiz”, conta Fidelison Borges, que aos 41 anos cumpre uma pena de 18 anos por assalto a mão armada e tráfico de drogas.

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Cerca de 120 presos participaram deste programa desde que o designer de moda Gustavo Silvestre começou em 2016 a implementá-lo.

Como incentivo para os presos, fazer parte desta iniciativa lhes ajuda a reduzir suas condenações em um dia para cada 12 horas que completam na oficina.

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Silvestre conseguiu vincular o projeto em duas ocasiões ao São Paulo Fashion Week, inclusive colocando no desfile alguns ex-prisioneiros com suas peças crochê diante do público seleto do maior evento de moda da América Latina.

O tema da coleção deste ano, escolhido pelos presos, foi uma “oportunidade”, explica Silvestre à AFP.

“Às vezes, o preso está aqui com vontade de mudar, de reavaliar a sua vida e buscar novos caminhos, mas quando sai, os preconceitos e a falta de oportunidades são desafios grandes. Muitas vezes a pessoa não consegue superar essa etapa e volta ao crime”, relata o designer.

Para a Fashion Week deste ano, celebrada em abril, a equipe de presos e ex-presos dirigida por Silvestre conseguiu completar 35 peças em três meses.

– ‘Me acalma’ –

Os internos não se importam com aqueles que fazem piada sobre homens fazendo crochê.

“Tem gente que diz que é somente para mulheres, mas eu não vejo desse jeito”, opina Islan da Luz, um preso de 28 anos com condenação por tráfico de drogas, enquanto confecciona uma saia azul claro para sua esposa e outra magenta para sua mãe. “Acho que os que pensam assim são ignorantes e cheios de preconceito. E acho que hoje eles são uma minoria”, opina.

A maior parte dos 2.200 internos do presídio Adriano Marrey cumprem penas por tráfico de drogas. Cerca de 70% não completou o ensino primário.

O crochê “despertou uma vontade em mim, me acalma, me afastou de vícios como fumar ou me drogar”, conta Felipe Santos da Silva, que aos 28 anos cumpre pena de 11 por roubo.

Gustavo Silvestre lembra de um antigo preso que depois de sair da prisão vendeu parte de suas peças de crochê para parcelar o pagamento de sua carteira de motorista.

“O crochê o está ajudando a construir seu caminho”, afirma Silvestre.

“Ele quer dirigir seu Uber, ser taxista, ser o dono do seu negócio, mas é o crochê que o está ajudando em seus primeiros passos”, explica.

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