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quarta-feira, 19 de junho de 2019 10:5620
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Lady Gaga rouba cena em jantar do Met em Nova York

O baile, que ocorre na primeira segunda-feira de maio, é conhecido como o "Oscar da Costa Leste" e está aberto a apenas 550 eleitos

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Quem melhor que Lady Gaga para desafiar, escandalizar e arrancar sorrisos nesta segunda-feira no famoso baile de gala do Museu Metropolitano de Nova York?!

A atriz e cantora americana não decepcionou e roubou a cena com um vestido fúcsia de cauda quilométrica.

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Lady Gaga apareceu com uma espécie de vestido balão fúcsia de Brandon Maxwell com oito metros de cauda, acompanhada por um cortejo de homens de smoking com guarda-chuvas.

Como uma stripper, Lady Gaga foi se transformando no tapete vermelho até ficar apenas com lingerie preta e brilhante, meias arrastão e vertiginosas botas plataforma.

A cantora Katy Perry brilhou literalmente com uma espécie de vestido candelabro repleto de luzes e cristais.

A estrela do rap Cardi B apareceu com um vestido justo carmesim de Thom Browne que acentuava suas curvas, com 30 mil plumas e brilhos sobre o peito e uma imensa cauda circular, que exigiu mais de 2 mil horas de trabalho de 35 pessoas.

A atriz Lupita Nyong’o, com um grande penteado afro, parecia que sairia voando do Met com suas mangas de borboleta fluorescentes.

A cantora Janelle Monae surpreendeu com um vestido preto, rosa, branco e vermelho que recordava uma pintura cubista, com um olho egípcio sobre um seio e uma torre de chapéus que pareciam a ponto de cair.

– Camp –

O baile que reúne a nata de Nova York e as maiores estrelas da moda, cinema, música e televisão americana é inspirado na exposição de primavera do Met, este ano sob o tema “Camp: notas sobre moda”.

Mas todos se perguntam o que é “camp”. E ninguém sabe ao certo.

“Camp” é uma estética exuberante, caracterizada pela ironia, o humor, o pastiche, o artifício, a teatralidade e o exagero, segundo o próprio Met. O “camp” combina sem diferenças cultura popular e elevada, original e réplica.

A estética aparece, por exemplo, nos “Crocs” fúcsia com plataforma da Balenciaga, com broches da Torre Eiffel, uma bandeira da Itália e o símbolo da paz, inspirados nas famosas plataformas multicoloridas de Salvatore Ferragamo dos anos 70.

Outro exemplo é a canção “Over The Rainbow” de Judy Garland, hino “camp” que toca no local da exposição.

Quem encarna a melhor definição de “camp”, segundo o museu, é o escritor Oscar Wilde, assim como Alexandre Magno, Leonardo da Vinci, Bette Midler, David Hockney e Luís XV.

Camp “é a liberdade de ser como você quiser”, disse nessa segunda-feira o estilista da Gucci, Alessandro Michele, na apresentação da exposição para imprensa. É o resultado “da própria expressão e criatividade”.

O baile, que ocorre na primeira segunda-feira de maio, é conhecido como o “Oscar da Costa Leste” e está aberto a apenas 550 eleitos, que pagam 35.000 dólares cada um, ou até 300.000 por uma mesa.

– “Um modo de aproveitamento” –

O “camp” reaparece em momentos de instabilidade social, política e econômica, como nos anos 60 ou na era atual, quando a sociedade está polarizada, porque “é por natureza subversivo” e “confronta e desafia o status quo”, disse Andrew Bolton, curador do Instituto de Indumentária do Met.

A escritora e filósofa Susan Sontag foi a primeira e refletir seriamente sobre o “camp” em um ensaio em 1964, outorgando uma gramática própria e fazendo o termo ultrapassar os limites da sociedade para a cultura dominante.

“O gosto ‘camp’ é principalmente um modo de aproveitamento, de apreciação, não de julgamento. O ‘camp’ é generoso”, escreveu Sontag em uma de suas 58 reflexões sobre o que é “camp”.

“‘Camp’ é um local de debate mais do que um consenso”, mas “no final, o propósito do ‘camp’ é colocar um sorriso em nossos rostos e um brilho quente em nossos corações”, disse Bolton

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