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segunda-feira, 24 de junho de 2019 11:0458
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Michael Cohen, o ex-advogado de Trump que se tornou seu inimigo, vai para a prisão

"Ainda há muito a dizer. E espero ansiosamente o dia que poderei compartilhar a verdade", disse Cohen à imprensa ao deixar sua residência em Manhattan.

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Após apelações dramáticas e testemunhos no Congresso, Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, foi para a cadeia nesta segunda-feira (6).

“Ainda há muito a dizer. E espero ansiosamente o dia que poderei compartilhar a verdade”, disse Cohen à imprensa ao deixar sua residência em Manhattan.

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Admirador de Trump por muito tempo, chegando a dizer certa vez que estava disposto a “tomar um tiro” no lugar do atual presidente, Cohen ficará no presídio federal de Otisville, em Nova York, onde deu entrada pouco antes do meio-dia no horário local (13h em Brasília).

Em dezembro passado, Cohen, de 52 anos, foi condenado por sonegação de impostos e por mentir no Congresso. Também foi condenado por comprar o silêncio de duas mulheres para que não tornassem públicas as relações que elas teriam tido com o presidente Donald Trump.

Para tentar reduzir sua sentença, ofereceu informações aos investigadores que pudessem comprometer Trump e sua família, incluindo em relação à acusação de interferência russa na disputa presidencial de 2016.

Mas mesmo que o procurador especial Robert Mueller tenha feito referência a Cohen mais de 100 vezes em seu relatório sobre o “caso russo”, os procuradores não mudaram sua decisão sobre o ex-advogado do presidente.

Cohen deveria esperar uma soltura em breve?

“Como o Congresso eliminou a liberdade condicional em 1987, o máximo que pode esperar é uma redução de 15% de sua sentença por ‘bom comportamento'”, comentou o advogado criminalista Harlan Protass.

“Também é provável que passe os últimos seis meses de sua sentença em um centro de reabilitação”, acrescentou.

Filho de um sobrevivente do Holocausto e de uma enfermeira, Cohen será um dos assessores mais próximos do presidente a ser preso por um período considerável depois que Paul Manafort, ex-diretor da campanha Trump, foi condenado a mais de 7 anos de prisão.

Cohen trabalhou para a Organização Trump por uma década e insiste em que todos os atos, pelos quais foi condenado, ocorreram a mando do presidente.

“Por que eu sou o único?”, questionou em uma entrevista à revista The New Yorker.

“Não trabalhei para a campanha. Trabalhava para ele. Por que eu sou o único que vai para a cadeia? Não fui eu quem dormiu com a estrela pornô”, acrescentou, referindo-se a Stormy Daniels, uma das mulheres que receberam dinheiro em segredo e em violação das leis eleitorais.

O advogado de Cohen, Lanny Davis, disse na sexta-feira que o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., deveria ter sido preso, porque foi ele que “assinou os cheques”.

Para o presidente americano e seus aliados, a sentença contra Cohen tem sabor de vingança, depois que o advogado se voltou contra o agora ex-chefe.

Trump o chamou de “fraco” e de “rato”, disposto a inventar as mentiras necessárias para evitar a prisão.

Neste fim de semana, Cohen disse a repórteres que foi seguido em Manhattan, enquanto passava seus últimos momentos de liberdade com seu filho Jake. Também garantiu que fará novas declarações nesta segunda-feira antes de ir para a cadeia.

O ex-advogado deverá ser mantido na ala de baixa segurança do centro penitenciário. Esta ala abriga prisioneiros que não são considerados perigosos, incluindo muitos outros criminosos de colarinho branco.

Os 120 presos dessa ala podem usar bibliotecas, além de jogar basquete e tênis

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