Rio de Janeiro -09-01-2019 - Governador Wilson Witzel participa do lançamento da criação da Coordenação de Desaparecidos, que será comandada por Jovita Belfort. Foto: Carlos Magno

Alguns deputados estaduais do PSL no Rio de Janeiro começam a virar as costas para o governador Wilson Witzel (PSC), a quem acusam de trair a direita. 


Praticamente desconhecido no início da campanha, o ex-juiz teve como estratégia vitoriosa vender-se como o candidato mais semelhante a Jair Bolsonaro, citando diversas vezes o presidente e prometendo soluções linha-dura para a segurança pública.

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Bolsonaro não declarou apoio a Witzel, mas seu filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), cumpriu agenda de rua ao lado do ex-juiz.
O descontentamento dos deputados do PSL parece ter começado com a possível eleição de André Ceciliano (PT) para a presidência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O petista assumiu a cadeira em 2017, com a saída de Jorge Picciani (MDB), e tenta manter-se no cargo.


Com poucas chances de vitória na corrida para a Presidência da Casa, Márcio Pacheco (PSC), escolhido como líder do governo na Alerj, abriu mão de sua candidatura. Apesar das divergências ideológicas, ele decidiu apoiar Ceciliano para dar governabilidade a Witzel. 


O governador não tem falado publicamente sobre o assunto, mas já fez elogios a Ceciliano e ao seu trabalho na Assembleia.  


Enquanto isso, o PSL articula uma candidatura alternativa para afundar o petista. Nesta terça (8), a deputada estadual Alana Passos publicou uma mensagem no Twitter criticando um “isentão”, sem citar nomes. 
“O isentão venceu as eleições com discurso de direita e com ideologia. Após a vitória senta com a esquerda e diz que seu estado não tem partido. Isso é só começo!”, escreveu.


Nesta quarta (9), os ataques foram diretos. A deputada, ao lado de seu colega de Assembleia e partido Filippe Poubel, acusam Witzel de nomear um “petista e esquerdista assumido” para a Fundação Leão XIII. 


Junto ao texto, está a foto de um homem chamado Allan com um avatar de Facebook em apoio a Fernando Haddad, derrotado por Bolsonaro nas eleições presidenciais. 


“Um governador que forjou sua campanha apoiado nos discursos de direita, usando a imagem da família Bolsonaro como sua principal bandeira, agora começa a aparelhar o estado com políticos que outrora ele tanto repudiou”, publicaram ambos os deputados.

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