Por MARINA GALEANO – FOLHAPRESS – Sabia que Kakaroto é o nome de batismo de Goku? Já ouviu falar nas sete Esferas do Dragão ou na raça extraterrestre dos Sayajins? Conhece o príncipe Vegeta? Tem ideia de que raios é Freeza?


Se você respondeu não às perguntas acima, corre grandes riscos de pegar o bonde andando durante “Dragon Ball Super – Broly”, novo filme baseado nos famosos mangás de Akira Toriyama, que também viraram série de sucesso na TV.

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A animação dirigida por Tatsuya Nagamine até se preocupa em explicar quem é quem nessa luta do bem contra o mal. Um conto de origem, recheado de flashbacks que resgatam alguns dos principais acontecimentos do universo Dragon Ball.


Mas, apesar da intenção nobre, para aqueles que nunca acompanharam a saga de Goku e companhia, é quase impossível se situar em meio às batalhas frenéticas e à horda de criaturas de nomes esquisitos.


Por outro lado, os fãs do anime irão se esbaldar. Além do visual riquíssimo, o longa-metragem capricha nos elementos que consagraram a série e, de quebra, propõe uma trama mais elaborada, conduzida por personagens ambíguos, dotados de ironia e muito senso de humor.


A primeira parte da narrativa se incumbe de relembrar a vida no planeta dos Sayajins, o passado dos protagonistas Goku, príncipe Vegeta e Broly (enviado ainda bebê a um lugar inóspito devido aos seus super poderes), e de explicar a ascensão do temido vilão Freeza.
Depois de refrescar a memória do público e de amarrar alguns fios desse cosmo criado por Akira Toriyama –também roteirista do filme–, a história pula para os dias atuais, quando o sossego da turma de Goku é interrompido pelo retorno de Freeza, que traz o grandalhão Broly a tiracolo.


Então, o guerreiro Sayajin descontrolado (e ele tem lá os seus motivos para agir assim) mostra toda a sua força num combate épico contra Goku e Vegeta, com direito à aguardada fusão entre os antigos rivais.
Eis a deixa para uma sequência vertiginosa de golpes, luzes, explosões, cores vibrantes e urros enfurecidos que se estende por minutos memoráveis –ou intermináveis, dependendo do ponto de vista.
Porque, embora graficamente bem feito e bastante fiel à própria proposta, “Dragon Ball Super – Broly”, definitivamente, não é para qualquer um.


Aquilo que serve de deleite aos aficionados pela franquia não deve passar de um sofrido teste para o sistema labiríntico do resto dos mortais.

DRAGON BALL SUPER – BROLY
Avaliação regular
Quando Estreia nesta quinta (3)
Direção Tatsuya Nagamine

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