Foto: Reprodução
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A gestão Bruno Covas (PSDB) aumentará a tarifa de ônibus da cidade de São Paulo de R$ 4 para R$ 4,30 a partir de 7 de janeiro. 


O aumento é superior ao acumulado em relação ao último aumento de R$ 3,80 para R$ 4, que passou a valer a partir do início de 2018. No entanto, a prefeitura argumenta que o valor é uma reposição das perdas dos últimos três anos, uma vez que 2016 e 2017 não tiveram reajuste. 

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A inflação acumulada em 2018 é de 3,59%, o que significaria uma passagem a custo de R$ 4,14. O reajuste anunciado é de 7,5% -portanto, o índice utilizado excede o dobro da inflação no período.
Depois disso, os três últimos aumentos de ônibus, trem e metrô ficaram abaixo da inflação -enquanto os três reajustes anteriores a 2013 tinham superado a inflação acumulada. 


O governo Márcio França (PSB) ainda não anunciou o reajuste da tarifa dos trens e metrô, que atualmente também é de R$ 4. Com isso, a divulgação poderá ficar para a gestão de João Doria (PSDB), que assume em 2019. 


Nos últimos anos, prefeitura e estado vinham fazendo anúncios conjuntos.


O reajuste deve ser o último antes do período eleitoral, quando Covas deverá tentar a reeleição. Tradicionalmente, prefeitos não fazem o reajuste às vésperas da eleição. 


Doria ainda transformou o congelamento da passagem em promessa eleitoral e, por isso, a tarifa ficou congelada não só em 2016 como também em 2017. Com isso, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) acabou sendo levado a fazer o mesmo, para não arcar sozinho com o ônibus do aumento. 


O principal argumento utilizado para justificar o aumento é o subsídio do serviço, que é o gasto público para compensar a diferença entre as tarifas e os custos reais do sistema. Em 2013, a cidade de São Paulo gastava R$ 1,6 bilhão no subsídio às empresas de ônibus. Em 2017 esse valor quase dobrou, chegando a R$ 2,9 bilhões e a previsão é que neste ano o valor chegasse a montante similar. Enquanto isso, investimentos vem caindo nos últimos anos. 


No caso do estado, Metrô e CPTM somados, os repasses do governo para as estatais somavam R$ 1,3 bilhão, em valores corrigidos. No ano passado, eles beiraram R$ 2 bilhões.


Em 2014, para comparação, foram R$ 4,4 bilhões (valor corrigido pela inflação).


Segundo cálculos do setor, se a prefeitura não gastasse nada com subsídios, a tarifa que hoje custa R$ 4 passaria a ser próxima de R$ 6,50.


COMO FICA A PARTIR DE 7 DE JANEIRO:


– Tarifa dos ônibus municipais (SPTrans): de R$ 4,00 para R$ 4,30
– Bilhete Diário comum (24 horas): de R$ 15,30 para R$ 16,40
– Bilhete Mensal comum: de R$ 194,30 para R$ 208,90

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