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domingo, 16 de junho de 2019 11:4910
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Antes da fama, Gisele Bündchen queria ‘ser Ana Moser’ e roubou cena em jogo

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Gisele Bündchen não pensava desde criança em ser modelo, famosa, ícone de beleza mundial. No início da adolescência ela só queria ser jogadora de vôlei ou veterinária, como narra em seu livro “Aprendizados – Minha Caminhada para Uma Vida com Mais Significados”, recém-lançado. O esporte era sua paixão e ela queria ser a melhor, almejava chegar ao patamar de Ana Moser, medalhista de bronze em Atlanta-96.


“Ela falava da Ana Moser. Só não usava a camiseta da Ana, porque ela priorizava o fato de serem seis irmãs (ela e mais cinco) e usava a número 6. Ela era fã e muito dedicada”, contou Sedelmo Desbessel, ex-treinador de vôlei de Gise do colégio Centro tecnológico Frederico Jorge Logemann. Era pelo apelido de Gise que todos conheciam a modelo em Horizontina, no Rio Grande do Sul.

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Em recente reportagem especial do Caldeirão do Huck, a modelo encontrou as amigas do tempo de escola 25 anos depois e Gisele falou de Ana Moser. “Eu amava jogar vôlei, era o que me dava confiança. Ele me deu alguma coisa que eu poderia ser boa. Eu queria ser a Ana Moser, eu me sentia, a gente competia com as escolas”.


Gisele era competitiva e queria ser a melhor em tudo. “Fazíamos avaliação da flexibilidade, da coordenação e impulsão. Se ela empatasse para alguém, ela pedia outra avaliação para mostrar que ela tinha melhorado. Ela sempre foi de buscar resultado. Esse espírito de não se entregar e lutar até o fim era uma característica muito forte dela”.


A modelo era a líder do time, que também tinha duas irmãs, a gêmea Patrícia e Gabriela. Sedelmo relembra as viagens da equipe para competições e um jogo especial, que Gisele roubou a cena.


“Ela foi para fora participar de um concurso, ficou em segundo lugar. Estávamos jogando em Porto Alegre, ela estava chegando de viagem e entrou no jogo. E praticamente os fotógrafos invadiram o campo de jogo. A arbitragem ficou muito brava com a situação e o jogo não conseguia acontecer. Eram jogos oficiais e como ela voltou do evento e foi direto para a quadra, acabou jogando. Foi atípico, a arbitragem ficou muito brava”, contou.


As longas viagens uniram o grupo de meninas. “Qualquer competição para nós ficávamos 6/7 horas na estrada. Não era só chegar e jogar, ainda tinha que voltar. Tinha jogos que tinha permanência de alojamento e a convivência ficou muito forte no grupo. Como era meninas, sempre ia uma professora ou mãe. A maioria das vezes que ia as três Bündchen, era a mãe delas que acompanhava”.


Para Sedelmo, Gise poderia ter tido sucesso no vôlei. “Ela jogava muito mesmo. Na categoria mirim a gente escolhe como capitã e depois que vai analisar o espírito de liderança. Ela foi escolhida e correspondeu, porque ela era disparada melhor. Quando ela estava começando a carreira, ela teve o espírito de luta, garra, dedicação e empenho, que vieram do voleibol”, ressaltou.


“O Brasil perdeu uma grande atleta. Eu mais ainda, perdi em uma época que para escola era importante. Pela altura e determinação que jogava, ela poderia chegar claramente. Temos uma menina hoje que joga no time profissional: Paula Mohr. Ela foi campeã brasileira juvenil. Para não dizer que não chegou lá, outra chegou depois dela”, completou.

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