Jair Bolsonaro - Agencia Brasil
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No quarto encontro com bancadas partidárias desde sua vitória nas urnas, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), percorreu dois extremos no encontro com deputados do PSDB, nesta quarta (5). Segundo relatos, chorou durante fala da senadora eleita Mara Gabrilli (SP). E comemorou com as mãos pra cima a menção à vitória sobre o PT: “Foi muito gostoso!”

Após excluir as cúpulas partidárias das negociações para formação do seu governo, Bolsonaro tem recebido no CCBB, a sede do governo de transição, bancadas das siglas na Câmara.

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Após encontro com MDB, PRB e PR, ele se reuniu a portas fechadas com o PSDB, sigla que passou boa parte da campanha em confronto direto com ele.

De acordo com os parlamentares tucanos, Bolsonaro reconheceu o papel histórico da sigla e enalteceu particularmente a ação dos tucanos no processo de destituição de Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Foi em torno desse assunto que houve o momento de maior descontração da reunião. O líder da bancada, Nilson Leitão (MS), disse que os tucanos fracassaram quatro vezes na tentativa de derrotar o PT, façanha conseguida agora por Bolsonaro.

Segundo vários deputados ouvidos pela reportagem, nesse momento o presidente eleito comemorou, com os braços erguidos, em meio a risos gerais, afirmando: “Foi muito gostoso!”

Ainda de acordo com os tucanos, Bolsonaro falou demoradamente sobe meio ambiente e a necessidade de remover o que ele considera como entraves dessa área ao desenvolvimento do país.

Um dos cotados para ocupar a pasta é o ex-tucano Xico Graziano, fundador do partido e aliado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na saída do encontro no CCBB, os deputados do PSDB disseram que tiveram boa impressão do encontro e que há boa chance de convergência das pautas econômicas defendidas por Bolsonaro e pelos tucanos. “Era a coisa que o PSDB faria, as reformas, caso tivesse sido eleito”, disse o deputado e senador eleito Izalci Lucas (DF).

Na reunião, Bolsonaro e seus aliados ressaltaram a importância simbólica que teria, para a nova gestão, uma adesão do PSDB, que governou o país de 1995 a 2002.

Bolsonaro chegou a chorar quando a deputada federal Mara Gabrilli, eleita senadora, relatou como mudou a percepção que tinha dele na Câmara.

Um dos discursos que levaram o presidente eleito a manter o Ministério dos Direitos Humanos foi feito por ela durante visita da bancada feminina a ele, no mês passado.