Bolsonaro em jogo do Palmeiras 2/12/2018 REUTERS/Paulo Whitaker

Quem cruzou, neste domingo (2), a rua Palestra Itália, em frente ao portão principal da sede do Palmeiras, pôde ver nos postes cartazes com críticas ao presidente eleito, Jair Bolsonaro.

“Malandro é Bolsonaro. Todo ano é campeão”, dizia o anúncio ilustrado com fotos em que o político supostamente aparece com camisas de Grêmio, Flamengo, Santos, Botafogo, Fluminense e Sport.

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A imagem dele como flamenguista rendeu outro cartaz. “Bolsonaro oportunista”, dizia o panfleto, em que ele aparece sorridente com a camisa rubro-negra. O Flamengo foi o principal adversário do Palmeiras na disputa pelos dois últimos títulos brasileiros (2016 e 2018), o que aumentou a rivalidade entre paulistas e cariocas.

O presidente eleito assistiu ao jogo Palmeiras e Vitória no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, a convite da diretoria do clube, que garantiu por antecipação seu décimo título brasileiro.

Já o vendedor ambulante Walter apostou que a soma da alegria dos palmeirenses com o time e a popularidade de um presidente eleito com mais de 57 milhões de votos rendesse boas vendas. Ele enquadrou fotos do Palmeiras e de Bolsonaro com a camisa do clube e outra com a faixa presidencial.

“Custa R$ 15 o quadrinho. É baratinho. As do Bolsonaro eu não vendi muito não, mas a do time campeão está saindo bem”, disse.

Apesar de Bolsonaro já ter posado para fotos com camisas de vários times, ele afirma que é palmeirense desde a infância. Quanto à preferência clubística de seu pai, Geraldo, não existem dúvidas. Ele batizou o filho com o nome do camisa 10 palmeirense da década de 50, Jair Rosa Pinto.

Bolsonaro ficou no camarote do Palmeiras e chegou acompanhado do corintiano Major Olímpio, senador eleito por São Paulo. Ele assistiu ao jogo ao lado do presidente do clube, Maurício Galiotte, e acenou para alguns torcedores.
Durante as eleições presidenciais, a Mancha Alvi Verde, uma das principais torcidas organizadas do Palmeiras, evitou indicar voto em qualquer candidato, mas se manifestou contrária ao então candidato bolsonarista Major Olímpio, autor de um projeto de lei que tramita na Câmara que prevê a extinção das torcidas organizadas.

Não houve, porém, protestos contra os políticos. “O que estiver alheio à partida não nos diz respeito”, disse André Guerra, presidente do grupo, à coluna da Mônica Bergamo.