Parque Lage - Foto: Divulgação
Parque Lage - Foto: Divulgação

O Parque Lage, no Rio, teve o seu projeto de restauro aprovado pelo Ministério da Cultura. Com isso, o local vai poder entrar em fase de captação via Lei Rouanet.

O total aprovado para captação é de R$ 42.624.603,40 e visa restaurar equipamentos como o próprio palacete e a área administrativa, além de recuperar o paisagismo e instalar um sistema de refrigeração.

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Antes do MinC, o projeto já havia sido aprovado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), o ICMBio e a Secretaria de Cultura do Rio.

Em nota, o diretor da  Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Fabio Szwarcwaldo, afirmou que a captação da verba prima não só pelo programa de cursos e exposições do local, mas também pela excelência do equipamento.

Em julho, Szwarcwaldo chegou a ser exonerado do cargo. Um dia depois, porém, ele foi recolocado no posto pela Secretaria de Cultura do Rio, que reviu a decisão.

A tradicional escola, por onde passaram nomes importantes da arte brasileira contemporânea, como Beatriz Milhazes, Adriana Varejão e Ernesto Neto, é um equipamento estadual.

Recentemente, a instituição realizou uma campanha de financiamento coletivo para abrigar a  exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” -foram arrecadados mais de R$ 1 milhão. A iniciativa ganhou corpo após o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, proibir a exposição de ser exibida no MAR (Museu de Arte do Rio), em outubro de 2017.

Um mês antes, o Santander Cultural suspendeu a mostra em Porto Alegre após pressão de grupos que a consideram ofensiva. Contra recomendação do Ministério Público, a instituição decidiu não reabrir a mostra.