As escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Rio de Janeiro já abriram inscrições para o ano que vem. Os moradores do estado podem escolher dentre 15 cursos, como: Eletricidade, Mecânica, Design, Tecnologia da Informação, Construção Civil e Automotiva. As matrículas para os cursos técnicos serão por semestre. Ou seja, os interessados poderão começar a estudar em turmas de fevereiro ou agosto.

Na opinião do gerente de cursos e recursos educacionais do SENAI-RJ, Allain Fonseca, os cursos técnicos chamam mais atenção. Segundo ele, os de automação e mecânica estão entre os mais procurados. “O curso de mecânica é um dos mais demandados porque tem uma participação transversal em diversos tipos de indústria. A gente pode destacar também o curso de automação, que nos últimos anos vêm provocando um interesse grande dos alunos”, conta.

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Quando perguntado sobre a inserção das novas tecnologias como ferramentas de trabalho, Allain citou as “energias alternativas” como ferramentas de maior desenvolvimento para a indústria. “A gente acredita que esses títulos vão continuar se a gente começar a incorporar energias alternativas na questão da Indústria 4.0.”, complementa.

Melhora na renda

Os cursos técnicos têm papel importante na carreira de quem se forma. Pois aumenta em 18% a renda média dos trabalhadores. É o que mostra o estudo “Educação Profissional no Brasil, uma avaliação com base no suplemento da PNAD-2014”.

Encomendado pelo SENAI à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse dado é comparado a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.

Outro parâmetro é o rendimento superior de trabalhadores que fizeram cursos de educação profissional em relação aos que não possuem esse tipo de ensino. Foram levados em conta: gênero, idade, cor, escolaridade, região de moradia, setor de atividade e renda per capita familiar. A conclusão do estudo é de que fazer um curso técnico eleva de forma significativa o rendimento.

O cenário da região Sudeste é parecido com a média nacional. Pois a renda aumenta em 15%, comparando com pessoas que apenas finalizaram o ensino médio. E com o tempo, a renda só tende a melhorar segundo dados de 2015 da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho.

Um exemplo é o salário inicial dos técnicos em mineração. O salário inicial é de R$ 2.185, e com 10 anos ou mais de carreira, pode ficar cinco vezes maior, indo para R$ 10.105.

Indústria 4.0

O conceito da Indústria 4.0, também chamada de Quarta Revolução Industrial, é basicamente o desenvolvimento de serviços e recursos mais inteligentes no mercado. Nesse cenário, o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, acredita que os cursos são importantes, mas o maior desafio será atualizar os estudos com o avanço tecnológico.

“Vai ser cada vez mais importante, porque vai impactar fortemente o mundo do trabalho. Vai ter uma grande transformação nas profissões. Todas as atividades rotineiras tendem a serem substituídas por inteligências artificial. Então isso vai mudar muito os requisitos das profissões do futuro”, afirma.

Para Lucchesi, os cursos do SENAI podem antecipar experiências aos jovens, porque eles “vão entrar mais cedo no mercado de trabalho, vão ter uma profissão bem remunerada, poderão crescer nessa profissão e, inclusive, prosseguir os estudos fazendo um curso de engenharia ou uma graduação tecnológica (por exemplo)”, analisa.

Para atualizar as vagas abertas, a Agência CNI de Notícias faz um levantamento a cada 15 dias em todo o Brasil, junto às federações de indústrias. Para mais informações, acesse o site do SENAI do Rio de Janeiro: www.firjansenai.com.br.