Rio de Janeiro - Posse de Luiz Fernando Pezão como governador do Rio com mandato até 1º de janeiro de 2015. Pezão assume o lugar de Sérgio Cabral, que concorre ao Senado nas próximas eleições (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Por ainda ser governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, detido na manhã de hoje (28) no Palácio Laranjeiras, será transferido para o Batalhão Especial Prisional de Niterói (BEP).  De acordo com a PGR, são nove os alvos da Operação Boca de Lobo, que, além de Pezão, mira assessores e um sobrinho. As ações são executadas pela Polícia Federal.

Dos nove mandados de prisão preventivas, sete já foram cumpridos, sendo que uma das pessoas já estava presa.

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A Polícia Federal espera que uma oitava pessoa se entregue ainda hoje. Também está no BEP, o ex-procurador-geral de Justiça do Rio, Claudio Lopes.

Entre os alvos da operação, estão José Iran Peixoto Júnior, secretário de Obras; Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, secretário de Governo; Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, e Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador.

Estão entre os alvos Cláudio Fernandes Vidal, sócio da J.R.O Pavimentação; Luiz Alberto Gomes Gonçalves, sócio da J.R.O Pavimentação; Luis Fernando Craveiro de Amorim e César Augusto Craveiro de Amorim, ambos sócios da High Control.

A prisão de Pezão na Operação Boca de Lobo é decorrente da delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Sergio Cabral, e que, após dois anos detido em Benfica, passou ao regime de prisão domiciliar na semana passada. Segundo Miranda, Pezão recebia uma mesada de R$ 150 mil mensais (em espécie), 13º salário e dois bônus de R$ 1 milhão.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Pezão recebeu cerca de R$ 25 milhões entre 2007 e 2015. Em valores atualizados, seriam R$ 39 milhões.