O juiz federal Abel Gomes, relator da Operação Furna da Onça no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), afirmou haver indícios de que parte dos investigados tinham conhecimento prévio da ação deflagrada na quinta-feira (8).

O suposto vazamento foi relatado pela Polícia Federal, cujo teor está sob sigilo. O magistrado não levantou o segredo do processo que determinou a prisão dos deputados estaduais.

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Dez parlamentares foram alvos de mandados de prisão sob suspeita de receber uma mesada do ex-governador Sérgio Cabral (MDB) para votar em favor dos interesses do Palácio Guanabara durante seu segundo mandato (2011-2014).

Sete foram presos na quinta e outros três já haviam sido presos na Operação Cadeia Velha, deflagrada há um ano.

A suspeita de vazamento foi relatada em decisão em que Gomes negou a revogação das prisões temporárias solicitada pela defesa de alguns investigados.

“Vê-se que há indicativos fortes de que as diligências para recolhimento de elementos de convicção, que deveriam ocorrer em caráter sigiloso, de alguma forma ‘vazaram’, possibilitando, com isso, o conhecimento prévio por parte de investigados, que acabaram, ao que tudo indica, por destruir e ocultar provas”, escreveu o magistrado.

Em seu entendimento, isso confirma a necessidade de manutenção das prisões temporárias, fixadas pela lei em cinco dias.

Além de determinar a manutenção do prazo das prisões temporárias, o magistrado determinou que a Polícia Federal investigue o suposto vazamento da operação.