Paulo Miklos
Paulo Miklos

Ex-vocalista da banda Titãs, o ator e músico Paulo Miklos sempre levou as duas carreiras a sério. Seu lado compositor se mantém na ativa com seu trabalho solo “A Gente Mora no Agora” (2017), bem como, sua atuação em peças teatrais, no cinema e na televisão.

O mais recente projeto é Artur Castelo, personagem da série “Assédio”, que está disponível para apenas assinantes do Globoplay. De autoria de Maria Camargo, a obra é inspirada no livro “A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardarga, baseada na história real do médico que foi condenado a 181 anos de detenção pelo estupro de 48 pacientes.

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Abdelmassih ficou conhecido como “médico das estrelas” e foi considerado um dos principais especialistas em reprodução assistida do país, antes de ser acusado por dezenas de pacientes por abuso sexual.

Para Miklos, Castelo ajuda o público a entender a história do médico Roger Sadala. “Ele é um ‘coaching de imagem’, um marqueteiro, mas também uma espécie de confessor dele. A primeira missão dele é prepará-lo para o grande escândalo que está para acontecer.”

Maria Camargo afirma que foram criados personagens ficcionais a partir da história real. Porém, Miklos explica que Castelo não foi inspirado diretamente em alguém real. “Tem mistura de vários personagens da vida real, um psicólogo, um amigo próximo e até um marqueteiro que realmente o ajudou.”.

“Castelo é um dos poucos pontos de conexão que ele tem com a realidade, principalmente depois de ele ser obrigado a deixar o país. Roger começa a brigar com todo mundo porque a situação dele só piora e, no fim, sobra apenas Castelo, que também tira um certo proveito da situação”, conta Miklos. Na história real, Abdelmassih ficou foragido no Paraguai com a amante Larissa, personagem de Paolla Oliveira na série.

Desde sua estreia no filme “Invasor” (2001), Paulo Miklos vem consolidando sua careira de ator, com personagens cada mais desafiadores, tanto na televisão quanto no teatro. No ano passado, ele interpretou Chet Baker (1929-1988), cantor e trompetista americano, em uma peça que fazia um retrato do artista. Foi até vilão de filme infantojuvenil nos filmes “O Carrossel”.

Trabalhar com a diretora Amora Mautner, conhecida pelo sucesso do folhetim “Avenida Brasil” (Globo, 2012), foi ter um de seus sonhos realizado. “Incrível ainda é trabalhar pela primeira vez com a Amora em um projeto tão cuidadoso e que fala de coisas importantes, que precisam ser ditas.”

“A série é de importância incrível e fundamental para a minha carreira. Só de estar com esse elenco fantástico, que fala francamente sobre suas experiências já é enriquecedor”, encerra o ator.

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