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Cinebiografia de Freddie Mercury e comédia com Rowan Atkinson chegam aos cinemas

Ator Rami Malek, astro de 'Bohemian Rhapsody' 23/10/2018 REUTERS/Eddie Keogh
Ator Rami Malek, astro de 'Bohemian Rhapsody' 23/10/2018 REUTERS/Eddie Keogh

SÃO PAULO (Reuters) – Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

“BOHEMIAN RHAPSODY”

– Este é o tipo da cinebiografia feita sob medida para inebriar os muitos fãs do cantor e compositor Freddie Mercury (1946-1991), interpretado com apaixonante dedicação pelo ator norte-americano Rami Malek (visto recentemente em “Papillon”).

À primeira vista, o ator, filho de egípcios, não tem maior semelhança com o verdadeiro Mercury – que era de origem indiana, nascido em Zanzibar, onde viveu até os 16 anos, mudando-se então para Londres. Mas esse detalhe físico é rapidamente esquecido pela intensidade que Malek injeta no seu personagem, cujo espírito demonstra compreender, recriando sua criatividade, energia e entrega no palco, em vibrantes números musicais, capazes de arrepiar os amantes de sucessos como “Love of My Life”, “We Will Rock You”, “We are the Champions” e a própria canção que empresta o título ao filme.

O filme de Bryan Singer apresenta a trajetória pessoal do cantor, desde sua juventude, quando se aproximou dos músicos Brian May (Gwilym Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello), formando a banda Queen, nos anos 1970. Eles são, evidentemente coadjuvantes num filme em que a estrela maior tem que brilhar, com seu talento, contradições e vida pessoal conturbada.

“JOHNNY ENGLISH 3.0”

– O veterano comediante inglês Rowan Atkinson retorna pela terceira vez ao personagem do atrapalhado agente secreto Johnny English.

Quando inúmeros atentados cibernéticos acontecem na Inglaterra, é exposta na internet a identidade de todos os agentes da ativa. Assim, restam poucas opções a não ser chamar de volta alguns dos profissionais que saíram de cena, como English. Este é agora um pacato professor de escola primária.

De volta à ativa, o veterano espião dispensa as últimas novidades tecnológicas, como um celular e carros novos. Prefere continuar analógico, usando recursos como um exoesqueleto, dardos explosivos e outras bugigangas hoje fora de uso, mas eficientes. Também conta com a parceria de seu bom e velho amigo Bough (Ben Miller), que será seu motorista a bordo de um belo Aston Martin V8 Vantage.

No caminho do espião e seu comparsa, aparecem uma bela espiã russa (Olga Lurylenko), um milionário do mundo digital (Jason Lacy) e também a primeira-ministra inglesa, interpretada por uma impagável Emma Thompson e a melhor coisa do filme.

“A CASA QUE JACK CONSTRUIU”

– Depois de ser banido do Festival de Cannes sete anos atrás, por infelizes declarações aparentemente nazistas, o bad boy Lars von Trier voltou este ano ao evento, fora de competição, com este seu mais recente filme. Trata-se de uma história ambiciosa, perversa, com todos os excessos a que ele se dá direito, em torno de um serial killer, Jack (Matt Dillon).

São duas horas e meia de sangue e crueldade, não raro muito explícita. Seu protagonista não é um serial killer qualquer. Este aqui é engenheiro, culto, gosta de arte e até teoriza sobre as suas “obras” – ou seja, seus crimes – como uma espécie de arte macabra. Também há cenas documentais, mostrando Hitler, Mussollini, Stálin e outros conhecidos ditadores associados a massacres. Não apenas isso: Trier encerra seu filme encenando a sua versão do inferno, onde o guia satânico, Verge, é interpretado pelo veterano ator suíço Bruno Ganz.

Von Trier estrutura sua história em torno de cinco “incidentes”, ou seja, assassinatos crueis. Uma Thurman, Siobhan Fallon Hogan, Sofie Grábal e Riley Keough também estão no elenco.

“O DOUTRINADOR”

– Baseado na obra do quadrinhista Luciano Cunha, “O Doutrinador” é um filme de ação brasileiro, dirigido por Gustavo Bonafé (“Legalize já”), que toca no centro de uma questão que sempre esteve em pauta no país: a corrupção. Seu protagonista é Miguel (Kiko Pissolato), um agente federal que, após perder a filha pequena, vítima de um tiro e de um hospital desequipado, coloca uma máscara e passa a matar políticos e empresários.

Sem tomar nenhum lado do espectro político, o longa concentra-se no projeto de vingança desse exército de um homem só, contando com a ajuda de uma hacker (Tainá Medina), que o conheceu filmando-o durante uma manifestação.

A trajetória do Doutrinador começa por acaso, quando, durante uma manifestação, cheio de revolta, ele invade o gabinete e mata o governador (Eduardo Moscovis). Depois disso, empenha-se em acabar com todos os envolvidos no esquema de corrupção que vitimou sua filha.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

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