Início Brasil MDB deve liberar filiados no segundo turno, diz Marun

MDB deve liberar filiados no segundo turno, diz Marun

- Publicidade -

O presidente Michel Temer reuniu hoje (10), no Palácio do Planalto, alguns de seus ministros filiados ao MDB e uma das pautas foi o apoio a Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições presidenciais. Estiveram no encontro, até o início da noite, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

Marun acredita que a tendência seja liberar seus filiados e diretórios regionais para apoiarem quem quiserem. “Sinto que o pensamento da maioria dos parlamentares é de compreensão em relação à posição daqueles que, dentro da bancada, divergem. Existe divergência, mas existe uma compreensão em relação a isso e penso que o caminho seja a liberação do partido”.

- Publicidade -

O ministro chegou a essa conclusão após conversar com a bancada do partido na Câmara e consultar outros colegas da legenda. O martelo, no entanto, não está batido. Após conversar com os jornalistas, o ministro voltou para conversar com Temer e o presidente nacional do MDB, o senador Romero Jucá, era esperado para se juntar a eles na reunião.

Pauta legislativa

Ele também se mostrou frustrado com a atividade morna no Congresso esta semana. O governo precisa ver aprovada a Medida Provisória (MP) 840, que criou 164 cargos destinados ao Ministério da Segurança Pública. A MP criou cargos em comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS) para atender a necessidades da área de segurança pública do governo. A MP perde a vigência no dia 17 de outubro.

Afastamento da política

Marun afirmou que vai deixar a política por um tempo após o fim do seu mandato como deputado federal, em 1º de fevereiro. Ele disse que quer dedicar mais tempo à família e à sua profissão de advogado. “A minha intenção é me afastar pelo menos por um tempo da política e me dedicar à minha profissão de advogado. E me dedicar também à minha família que, nos últimos tempos, tem sabido de mim mais pelos jornais do que no tête à tête”.

O ministro não sabe quanto tempo ficará fora de mandatos políticos e cargos do Executivo, apenas disse que espera não sentir falta do universo no qual viveu por muitos anos. “Muita gente diz que a política é como uma cachaça, é como um vício. Eu espero não estar viciado, que eu só goste. Que eu não esteja viciado a ponto não conseguir viver fora da política com felicidade”.

- Artigos Recomendados -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Últimas Notícias

Mais Lidas

José de Abreu volta a insinuar que Jair Bolonaro não levou facada

O ator José de Abreu, no ar em Segundo Sol, da Rede Globo, voltou a usar sua conta na rede social Twitter para insinuar...

Apenas 8% de imagens são verdadeiras em grupos de WhatsApp, diz pesquisa

Um levantamento realizado pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabrício Benvenuto (UFMG) e pela agência de checagem de fatos Lupa em 347 grupos de WhatsApp...

Mulher de Sergio Moro compartilha frase de Jair Bolsonaro: “não devemos cargos nem favores”

A advogada Rosangela Moro, esposa do juiz Federal Sergio Moro, usou seu perfil na rede social Instagram para compartilhar a frase "não devemos cargos...

Vídeo flagra Wilson Witzel ensinando juízes a burlar a justiça para ganhar gratificação

O candidato a governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, do PSC, teve um vídeo divulgado, pelo jornal no qual aparece ensinando como ele...

Defesa de Temer pede ao STF anulação de indiciamento promovido pela PF

A defesa do presidente Michel Temer pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso a anulação do indiciamento promovido ontem (16)...