De acordo com a pesquisa DataFolha divulgada no último dia 11 de setembro, a saúde é a segunda maior preocupação dos brasileiros. O tema foi citado por 23% dos entrevistados. Na pesquisa realizada em junho, saúde era o primeiro assunto mais recorrente, à frente do tema segurança pública.

Às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, os candidatos estão atentos às demandas da população e abordando soluções para a saúde em vários compromissos de campanha. Confira as propostas dos principais candidatos:

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Jair Bolsonaro (PSL)

Uma das principais bandeiras de Bolsonaro é o fortalecimento de cuidados no período pré-natal das gestantes. De acordo com o candidato, problemas bucais são a principal causa de partos prematuros. “A primeira questão, segundo dizem os médicos, é uma questão de cárie. Então quando for fazer o pré-natal, a ideia é de imediato você já mandar para um dentista”, defende.

Fernando Haddad (PT)

O candidato do PT afirma que, atualmente, não há recursos suficientes para a melhoria dos serviços de saúde. Ele propõe mais investimentos em pesquisa e, para isso, seria necessário promover uma reforma tributária e revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que estabeleceu o teto de gastos para as despesas públicas.

“Eu preciso de dinheiro para investir, mas eu preciso também garantir sustentabilidade das finanças públicas, fazer um esforço pra atingir 6% do PIB em investimento em saúde, para ter também espaço para pesquisa”, explica.

Ciro Gomes (PDT)

O pedetista, assim como Haddad, também defende a revogação do teto de gastos. Além disso, Ciro sugere reorganizar a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na atenção básica.

“A ideia é que você universalize a atenção básica, coloque todos os postos de saúde, as unidades básicas de saúde online, com centro de especialização, isso são as nossas policlínicas”, argumenta.

Geraldo Alckmin (PSDB)

A saúde é uma das pautas mais abordadas pelo tucano, que é médico de formação. Com propostas parecidas com a de seus oponentes, Alckmin quer informatizar o SUS para reduzir despesas e facilitar o acesso ao usuário. Além disso, o ex-governador de São Paulo também defende alterações econômicas para democratizar a saúde, como a redução de impostos em remédios.

“Vamos remanejar recursos do PIS-Cofins para a área do saneamento básico, que deve ser prioridade em um eventual governo”, afirma.

 

Marina Silva (Rede)

A candidata é uma das únicas que aborda o tema da saúde mental. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o que representa mais de 11 milhões de pessoas. Para Marina, a saúde mental deve estar integrada à atenção básica, ou seja, com acompanhamento contínuo e individualizado.

“Pretendo dividir o SUS em 400 regiões, como forma de descentralizar o sistema. Temos também que informatizar os dados e atendimentos da rede pública de saúde”, aponta.

 

 

Henrique Meirelles (MDB)

O ex-ministro da Fazenda e candidato à presidência pelo MDB propõe a completa informatização do Sistema Único de Saúde (SUS) como forma de simplificar o atendimento e economizar recursos. Dessa forma, o candidato afirma que a economia gerada é mais que suficiente para cobrir os custos da informatização. Para isso, Meirelles pretende criar o Cartão Saúde.

“Nesse cartão eletrônico estarão contidas todas as informações fundamentais da história do paciente, então o médico já vê ali qual é o histórico, todos os tratamentos que foram feitos. Marcação de consulta: não vai precisar ficar na fila”, promete.

 

O primeiro turno das eleições presidenciais ocorre neste domingo (7), das 8h às 17h. Ao todo, 13 candidatos concorrem ao cargo. Em caso de segundo turno, os eleitores votam novamente no dia 28.