Se nós não aproveitarmos o primeiro momento de alta confiança não conseguiremos fazer as reformas. É o que acredita Álvaro Dias, pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos.

Com uma pegada mais voltada para mudanças na estrutura administrativa da política nacional, o presidenciável participou, nesta quarta-feira (4), de uma sabatina realizada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

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Enquanto discursava, Álvaro Dias afirmou que não temos partidos político, mas sim siglas para registros de candidatura. E, ao lembrar que, atualmente, existem 35 partidos políticos registrados e 73 na fila de espera, o pré-candidato afirma que esse número precisa ser reduzido.

“Uma reforma política que possibilite a construção de verdadeiros partidos, impondo normas rigorosas para que a representação tenha o suporte popular. Somente os partidos que alcançarem a sugestão de 5% dos votos nacionais, distribuídos em pelo menos nove estados do país, terão representação. E, como isso nós reduziremos, certamente, essa representação a seis ou sete partidos.”

O pré-candidato também falou sobre o enxugamento da máquina pública. E, ao comentar sobre a redução de gastos do governo, Álvaro Dias ressaltou que o processo não pode ser feito de maneira superficial.

“Eu chamo de reforma de estado aquilo que podemos denominar de reforma administrativa, que é o enxugamento das estruturas desnecessárias do estado brasileiro. Uma redução para cerca de 14 a 15 Ministérios. Mas, por consequência, a eliminação de todos os penduricalhos existente, porque de nada adianta extinguir o ministro e não extinguir as despesas decorrentes da existência do Ministério.”

Ao analisar as perspectivas para 2019, o presidenciável já se preocupa com rumo que o Brasil precisa tomar para evitar, inclusive, a falta de pagamentos.

“Certamente, no início do próximo governo, nós teremos que discutir que mecanismos temos que adotar para o controle dos gastos públicos, porque este já explodiu. Segundo o Tribunal de Contas, no início da próxima gestão de governo, a União não terá dinheiro sequer para pagar o salário dos servidores públicos.”

A sabatina da CNI abre a temporada de debates entre os postulantes ao Planalto e os representantes dos setores da economia do país. O evento não teve debates entre os pré-candidatos. Eles foram ouvidos separadamente, com tempo de fala limitado e igual para cada um deles.

Além de Álvaro Dias, Marina Silva da (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) também participaram do evento.

Reportagem, Marquezan Araújo

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