No duelo desta quarta-feira (13) entre Palmeiras e Flamengo, válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Verdão empatou pelo placar de 1 a 1 (Willian marcou o tento palmeirense, no Allianz Parque). O resultado garantiu à agremiação palestrina a continuidade de um tabu positivo: quatro anos sem perder para o Rubro-Negro – o esmeraldino não é batido pelo Rubro-Negro desde 2014 – com oito partidas de invencibilidade, sendo cinco vitórias e três empates.

Os jogos referentes a esta recente sequência positiva do Palmeiras são um empate por 2 a 2  em 2014, no Pacaembu; vitórias por 4 a 2 e por 2 a 1 no Allianz Parque e no Maracanã, respectivamente (ambas em 2015); novo triunfo por 2 a 1, em 2016, no Mané Garrincha; empate por 1 a 1 em 2016, no Allianz Parque; empate por 2 a 2 no Luso-Brasileiro, em 2017; vitória por 2  a 0 também em 2017, no Allianz Parque; e agora empate por 1 a 1, novamente Allianz Parque  – todos os jogos foram válidos pelo Brasileirão.

Com o empate, o Alviverde foi a 19 pontos na tabela do torneio nacional e ocupa agora a 6ª posição.

Individualmente, alguns jogadores aumentaram suas próprias marcas expressivas, como Willian, que, ao atuar pela 12ª rodada do Brasileirão, contra o Flamengo – e de quebra marcar seu gol –, se isolou ainda mais como o atleta do elenco palestrino com mais jogos em 2018, entre partidas de Paulista, Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil: são 35 ao todo. Em seguida, vem Dudu, com 34 duelos no ano.

Dudu também aumentou recordes próprios: é o atleta número um em partidas no local (agora são 86 duelos no local). O camisa 7 também é o jogador que mais venceu no local (61 vezes), o maior artilheiro da arena (com 24 gols) e o maior garçom (21 assistências). Em todas as vezes em que o atacante fez gols na arena, o Palmeiras jamais saiu de campo derrotado.

Vale lembrar que Dudu também é o maior artilheiro palmeirense do Brasileirão desde que o torneio é disputado no sistema de pontos corridos (a partir de 2003). Foram, ao todo, 28 gols marcados no Nacional entre os anos de 2015 e 2018, sendo que foi no ano passado que o Baixinho ultrapassou Marcinho e Juninho Paulista, até então empatados como líderes do quesito.

O goleiro Jailson também ostenta importante marca. Ele segue como o jogador do elenco palestrino com mais tempo em campo na temporada: são, ao todo, 3127 minutos disputados, já considerando períodos de acréscimo concedido pela arbitragem. O atleta também segue como o recordista do grupo palmeirense com mais minutos no Nacional: são 1056 ao todo.

Além de ter ido para o gol nos derradeiros minutos, após expulsão de Jailson, Moisés lembrará para sempre deste duelo devido também ter sido o capitão do time no jogo (fato que se repete pela 3ª vez no ano). Já há algumas partidas, o treinador Roger Machado vem promovendo um rodizio com faixa de capitão: em duelos anteriores, Victor Luis, Willian, Bruno Henrique, Edu Dracena, Fernando Prass, Felipe Melo e Marcos Rocha e Dudu – por 27 vezes –, também já usaram em seus braços o adereço de autoridade máxima no time.

Este duelo diante do time rubro-negro carioca marcou o derradeiro compromisso palmeirense antes da pausa para a Copa do Mundo de 2018. O Verdão volta a campo pelo Nacional no dia 19/07, contra o Santos, pela 13ª rodada do torneio – o mando será santista e a partida será disputada no Pacaembu.

O jogo

O primeiro tempo começou com o time do Palmeiras já exercendo pressão diante do Flamengo. O torcedor que compareceu ao Allianz Parque notou um time aguerrido desde os minutos iniciais.

O Alviverde viveu um início de partida tão bom que, logo aos cinco minutos de bola rolando, abriu o placar, com Willian, após ter sido acionado por Bruno Henrique, de cabeça, dentro da grande área: o camisa 29 não perdoou e, cara a cara com o gol, empurrou a pelota para o fundo das redes. (Palmeiras 1×0 Flamengo)

Mesmo após o gol marcado, o Palmeiras não diminuiu o ritmo e continuou a criar jogadas ofensivas, inclusive com o próprio Willian – que já havia marcado seu gol na partida – infernizando a defesa rival.

Na primeira metade do período inicial, o Alviverde se mostrou bem superior ao Rubro-Negro, que reagiu na segunda metade do primeiro tempo, porém, não foi páreo para o futebol palmeirense, e as duas equipes foram para o intervalo com o Verdão vencendo por 1 a 0.

O segundo tempo também começou intenso. Após serem acuados e pressionados pelo Verdão nos primeiros quatro minutos, os jogadores do Rubro-Negro conseguiram criar uma jogada de ataque, com Vizeu, mas para a alegria dos mais de 36 mil torcedores palmeirense presentes, Felipe Melo conseguiu bloquear rival no exato momento do chute. Na sequência, a zaga afastou de vez o perigo – o lance subsequente deu início a um contra-ataque do Verdão, que, por muito pouco, não culminou em gol palmeirense.

Em duas ocasiões, aliás, o goleiro Diego Alves trabalhou duro para impedir aquelas tentativas que mais pareciam gols certos do Palmeiras. O Palmeiras ia bem e demonstrava autoridade, até que o Flamengo conseguiu, em um lance que não refletia a realidade da partida, chegar ao gol de empate.

O tento do clube carioca saiu aos nove minutos do segundo tempo, e foi originado de lance que começou com Rodinei cobrando escanteio na segunda trave. Bem posicionado, Thuler cabeceou e mandou o canto oposto ao do goleiro Jailson, sem chance para os palmeirenses. (Palmeiras 1×1 Flamengo)

Após o gol marcado, o Flamengo passou a aparecer mais no jogo – algo que raramente acontecia, com exceção de alguns momentos da segunda metade do primeiro tempo. Por muito tempo, os rivais não viraram para cima do Alviverde, logo aos 11 minutos (ou seja, apenas dois depois de chegar ao gol de empate), após o Flamengo sair no contra-ataque e finalizar com Vizeu contra o goleiro Jailson – o camisa 42 palestrino defendeu, mas deu rebote, e a bola sobrou para Vinicius Junior. Por sorte, Thiago Martins estava atento e conseguiu se esticar para dar um carrinho e salvar a bola que ia lentamente em direção ao gol, sem goleiro.

Após um curto período com o time visitante dominando o jogo, o Verdão logo recuperou o equilíbrio emocional e tratou de voltar a criar jogadas promissoras. A partir de então, poucas foram as vezes em que o Flamengo criava alguma oportunidade um pouco mais perigosa.

O técnico Roger Machado resolveu mexer no time pela primeira vez aos 13 minutos da segunda etapa, colocando Hyoran no lugar de Lucas Lima. Mais tarde, aos 29, o treinador palmeirense apostou em um time mais ofensivo, trocando o volante Felipe Melo pelo atacante Artur. A derradeira alteração veio aos 40 minutos, com a entrada de Papagaio no lugar de Willian, renovando o fôlego do ataque alviverde.

Na reta final do prélio, o Alviverde chegou mais vezes ao ataque, e criou boas chances. Victor Luis (de falta), Bruno Henrique e Lucas Lima foram responsáveis por algumas destas chances promissoras na partida.

Confusão

Quando a arbitragem já anunciava cinco minutos de acréscimos, o Palmeiras tinha o emocional ao seu favor e alguns minutos para tentar mudar a situação no placar, buscando a vitória nos minutos finais, empurrado por sua torcida.

No entanto, os jogadores do Flamengo começaram com provocações e agressões com o intuito de que o jogo se encerrasse e somassem ponto fora. Foi então quando começou uma briga generalizada perto da linha lateral, em frente ao banco de reservas do próprio Palmeiras.

Após alguns empurrões, a arbitragem e alguns jogadores mais apaziguadores conseguiram conter os ânimos e tentaram reiniciar a partida. Porém, pelo lado do Palmeiras, o atacante Dudu foi expulso. E pelo lado do Flamengo, o volante Cuéllar.

Quando a partida estava novamente para ser reiniciada, houve novo tumulto e, dessa vez, o goleiro Jailson, do Palmeiras, foi expulso, enquanto pelo lado do Rubro-Negro, Jonas foi advertido com o cartão vermelho.

Como todas as alterações já haviam sido feitas, e o Verdão ficou sem goleiro, o meia Moisés precisou vestir a camisa de guarda-metas e defender o arco palestrino. Após finalmente ser reiniciada, a partida ainda contou com dois lances de ataque do Palmeiras e um escanteio a favor do Verdão, porém terminou mesmo por empate em 1 a 1.