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quarta-feira, 26 de junho de 2019 11:0943
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Lula pede que um “inocente” não seja condenado por “decisões políticas”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu na terça-feira que “não peguem decisões políticas para condenar um inocente” durante um ato politico ao lado de intelectuais e artistas no Rio de Janeiro, às vésperas de um julgamento contra ele por corrupção.

Lula reiterou que as acusações são “falsas” e novamente atribuiu a uma tentativa de evitar sua candidatura para as eleições presidenciais deste ano.

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“Eles entenderam que no campo da política, era muito difícil me derrotar”, disse, então tentaram “um crime que nunca existiu” pois “era a única forma possível de tentar evitar que Lula voltasse”.

O ex-presidente enfrenta, no próximo dia 24, um julgamento por corrupção que pode inabilita-lo e impedir uma hipotética nova candidatura presidencial.

Um tribunal de segunda instância terá que decidir se ratifica ou não a condenação de 9 anos e meio de prisão recebida por Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um caso envolvendo a Petrobras.

Lula, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, reiterou seu desejo de voltar a disputar a eleição presidencial, pois ele diz que “solução deste país é outra vez incluir os pobres”.

“Deve ser que isso os incomoda”, acrescentou, e “quero incomodar”. “Estou voltando” e “sigo sendo o Lula de paz e amor, mas precisam saber que a minha vontade de brigar é a mesma que a de ser candidato”, afirmou.

O ato, realizado em um teatro no bairro do Leblon, contou com a participação de diversos intelectuais e artistas ligados ao PT, e também contou com a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, quem horas antes de acompanhar Lula, afirmou que para prender o ex-presidente, “terão que matar muita gente”.

O encontro de Lula faz parte de uma campanha organizada pelo seu partido em todo Brasil para apoia-lo e defender sua inocência.

Lula, com sete causas abertas na Justiça, a maioria relacionada com o caso Petrobras, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de outubro.

EFE

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