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segunda-feira, 20 de maio de 2019 12:0848
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Theresa May diz precisar de “solução criativa” para relação com UE

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Num discurso esperado para ser um marco nas difíceis negociações entre o Reino Unido e a União Europeia sobre o Brexit, a primeira-ministra britânica, Theresa May, deixou claro que o interesse do seu governo não é adotar um modelo de parceria com base em nenhum existente atualmente. As correntes dentro do governo a favor de um acordo mais próximo ao que foi fechado entre o bloco e o Canadá ou com a Suíça foram esta semana motivo de muitos rumores, que chegaram a ventilar, inclusive, uma suposta renúncia do ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson.

“Esta é uma das coisas que eu queria dizer a vocês (jornalistas que acompanharam o pronunciamento da premiê): nem (um acordo como o da) Noruega, nem Canadá. Quero uma nova relação com a União Europeia. Estamos falando de um período de transição para mudanças serem colocadas em prática em relação a nosso relacionamento futuro”, enfatizou para a imprensa depois de seu discurso de mais de 40 minutos realizado em Florença.

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Segundo Theresa May, essa nova forma de relacionamento, no entanto, tem que ser “criativa” e “ambiciosa”. “Isso porque, como eu disse no discurso, começamos de uma posição sem precedentes. Queremos, então, uma forma diferente de parceria”, argumentou. “O que estou dizendo aqui é que esta é uma oportunidade para os dois lados terem uma parceria inédita”, continuou. O Brexit é um processo que foi denominado recentemente pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) como o maior exemplo de “desglobalização” depois de décadas de abertura.

A premiê decidiu fazer seu pronunciamento em Florença, na Itália, numa cidade que é cercada por simbolismos: foi o berço do Renascimento e um centro comercial e financeiro importante no passado. Enquanto falava, com um mapa do mundo em tons claros como cenário, a única informação que se podia ler, também cheia de simbolismo, era: “Shared History Shared Challenges Share Future” (História Compartilhada, Desafios Compartilhados, Futuro Compartilhado).

Mostrando simpatia, sorrindo e até com direito a um momento de risada após uma pergunta de um jornalista, a séria primeira-ministra britânica defendeu várias vezes o período de transição para empresas e pessoas que deveria, de acordo com os britânicos, durar dois anos após o início do Brexit, marcado para março der 2019. “Durante as tratativas, existem vários temas que estão em discussão. Essa é uma discussão, é um processo que se tem até chegarmos a um acordo”, afirmou.

O importante, de acordo com a premiê, é ter em mente que será preciso criar um ambiente para a prosperidade futura. De acordo com ela, não apenas dos britânicos, mas também dos cidadãos europeus. “O que o governo está fazendo (com a proposta de transição) é assegurar a decisão da população de deixar a UE, mas queremos garantir que isso ocorra sem uma ruptura, com um período de transição. Vamos sair em março de 2019”, enfatizou.

Esse período de transição, defendido por Theresa May, foi colocado como um ponto importante para que as pessoas e as empresas promovam as mudanças necessárias para se adequarem ao novo modelo. “Acho que isso precisa ser parte de um a negociação”, considerou, citando, como exemplo, a necessidade de adaptação da conversão das leis do bloco em britânicas.

Sobre cooperação de segurança, ela disse aos jornalistas que este é um tema é muito caro ao Reino Unido. “Temos que enfrenta-lo de forma significativa. Temos que ter um cooperação com nossos parceiros europeus que seja boa para nós e para eles e que traga segurança para o Reino Unido e a União Europeia”, defendeu.

Durante a entrevista coletiva, a premiê pediu que algum veículo de comunicação alemão – a maior economia da zona do euro – fizesse uma pergunta. A jornalista questionou, então, o que Theresa May esperava de Bruxelas e Berlim depois do pronunciamento de hoje. “O que espero com esse discursos é que Bruxelas e Berlim e o Reino Unido possam trabalhar junto em um objetivo de forte prosperidade. Quero que apreciem o que o Reino Unido está oferecendo e que será bom para nós e para os 27 membros da UE”, argumentou.

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