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terça-feira, 21 de maio de 2019 4:2934
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CCBB Rio abre exposição sobre a Tropicália em 18 de agosto

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A exposição “Tropicália – Um Disco em Movimento” será inaugurada na sexta, 18 de agosto, às 9h, no primeiro andar do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio). A mostra vai revisitar através de uma abordagem multimídia, todas as faixas do álbum “Tropicália ou Panis et circensis”, clássico da música popular brasileira que está prestes a completar 50 anos. Fica em cartaz até 18 de setembro e a entrada é gratuita.

 

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Idealizada e produzida pelo estúdio M´Baraká e pela produtora Logorama, a exposição foi realizada com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Lei do ISS, e do Operador Nacional do Sistema Elétrico e copatrocínio da E.T.T. First RH e a Shift Gestão de Serviços.

 

“É com satisfação que o CCBB homenageia um dos mais importantes movimentos culturais da história do país. Cinco décadas atrás, um grupo de artistas ousados e inovadores redefiniu os valores da música brasileira e provocou uma verdadeira revolução estética. Com a realização deste projeto, o CCBB traz para o seu público um evento de qualidade e valoriza o legado de uma geração que ainda hoje influencia a cena artística nacional “, diz Fábio Cunha, gerente geral do CCBB Rio.

 

A mostra traz um apanhado da história, das ideias e da estética desse período – e uma oportunidade de conhecer, a fundo, o disco manifesto do movimento artístico, realizado com a toda a potência de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Tom Zé, Gal Costa, Nara Leão, Torquato Neto, José Carlos Capinan e Rogério Duprat, responsável pelo arranjos e pela regência. A capa emblemática é do artista visual Rubens Gerchman.

 

Aliás, a partir da capa e das letras de suas faixas, a maioria assinada pelos tropicalistas, a exposição sintetiza um olhar sobre o movimento que foi imortalizado, no disco, trazendo referências da cultura pop, da sonoridade inédita dos Beatles e do modernismo brasileiro e pela irreverência estética dos produtos de massa nacionais.

“O disco, para além do impacto do seu tempo, tornou-se aos poucos referência mundial pelo seu experimentalismo musical, pela sua cultura pop provocadora e pela invenção de um discurso cosmopolita – e radical – sobre o Brasil dos anos 60”, afirmam, em texto, os curadores Fred Coelho, Isabel Seixas e Diogo Rezende, os dois últimos, do estúdio M’Baraká.

 

Através de obras de arte, filmes, textos e recortes da imprensa, o público fará o percurso das doze composições, já largamente regravadas nesse meio século – “Miserere Nobis”, “Coração Materno”, “Panis et Circesnsis”, “Lindonéia”, “Parque Industrial”, Geleia Geral”, Baby”, “Três Caravelas”, “Enquanto seu lobo não vem”, “Mamãe Coragem”, “Bat Macumba” e “Hino ao Senhor do Bomfim” -, numa experiência visual, sonora, literária e material do período.

Em algumas salas, haverá diálogos estéticos com as crises políticas e o impacto que a cultura de massas e sua modernidade industrial provocavam em um país de migrantes, de misérias e da ascensão de uma classe média televisiva e consumidora. Em outras salas, as músicas dialogarão com as muitas ideias poéticas que os versos oferecem, produzindo um retrato complexo e transgressor do Brasil no final da década de 1960.

 

Obras em destaque

Entre as obras reunidas para a exposição, destaque para poemas de Augusto de Campos, um dos primeiros a fala do movimento na época, e para as telas “Lindonéia” e “Miss Brasil” e para a instalação “Caixa de Morar”, as três de Rubens Gerchman, e para um exemplar da famosa bandeira “Seja Marginal, Seja Herói”, de Hélio Oiticica. A instalação “De Dentro pra Fora”, de Artur Barrio, estará próxima da obra “Sala de Jantar”, do jovem artista Bruno Miguel.

 

Telas de Antonio Dias (“O espetacular contra-ataque da arraia voadora”), Wanda Pimentel (“Série Envolvimento”), Glauco Rodrigues (“A conquista da Terra” e “Domingo de Pascoela”) e Claudio Tozzi (“Multidão” e “Guevara, Vivo ou Morto”) serão expostas nas paredes do CCBB Rio. A maior parte das obras expostas é contemporânea ao lançamento do disco e muitos desses artistas estavam juntos na lendária exposição “Nova Objetividade Brasileira”, de 1967. Também fazem parte da exposição o pintor de retratos Mestre Júlio, que prepara uma homenagem visual aos artistas do disco, e o fotógrafo Gustavo Malheiros em ensaio sobre a Bahia.

 

“Essa exposição fará pensar o Brasil de meio século atrás e mostrar que o tropicalismo, mais do que uma efeméride comemorativa de um passado já distante, ainda apresenta perguntas e respostas contemporâneas. Em momentos de impasses políticos e acalorados debates na sociedade, revisitar este disco e poder ampliar suas ideias em outros suportes permite atualizarmos aquilo que, como a exposição propõe, nunca ficará parado no tempo”, analisam o três curadores.

 

Para eles, “adentrar de forma inédita a Tropicália sonora é a oportunidade de vislumbrar, em meio ao labirinto, um fio poderoso de revolta, inteligência e fascinação crítica pelo Brasil”.

 

​”Tropicália – Um Disco em Movimento”, serviço:.

QUANDO: De 18 de agosto a 18 de setembro, com visitação de quarta a segunda, das 9h às 21h

ONDE: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio) – Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Informações: (21) 3808.2020

QUANTO: Grátis

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