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Seis meses de Trump no poder: o que ele pode fazer para salvar 2017 e vencer em 2020

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Washington (AFP) – Esta quinta-feira marca os seis meses do presidente americano, Donald Trump, no poder. Seus companheiros republicanos esperam que ele supere o início complicado e conquiste a reforma fiscal antes de completar o primeiro ano.

Desde 20 de janeiro o presidente já voltou atrás em 14 leis estabelecidas por seu antecessor, Barack Obama, principalmente sobre meio ambiente e indústrias.

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Também venceu uma batalha fundamental no Senado, ao confirmar o juiz conservador Neil Gorsuh na Suprema Corte, e assinou inúmeras ordens executivas.

“O que fizemos em um curto período de tempo e o que faremos nos próximos seis meses será incrível”, disse o magnata na segunda-feira.

Mas uma grande realização legislativa o eludiu, incluindo a revogação das reformas de saúde conquistadas por Obama, e que dividiu os republicanos.

Apesar da intensa pressão do presidente, incluindo uma reunião da Casa Branca com os republicanos do Senado na quarta-feira, os legisladores parecem ansiosos para seguir adiante.

“Da última vez que vi, o Congresso avançou por dois anos”, observou o líder da maioria do Senado, Mitch McConnell, a fim de não ficar paralisado na questão das reformas da saúde após as férias de verão.

“Vamos seguir na reforma tributária e de infraestrutura”, acrescentou. “Há muito trabalho a ser feito”.

O porta-voz da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, concordou com o avanço em outros temas.

“As reformas da previdência social e das taxas são duas grandes coisas que temos que fazer para completar o ano para a nossa agenda de outono, além das de infraestrutura”, declarou ao programa de rádio Mike Gallagher Show na quarta-feira.

“A América está ligando a TV e vendo coisas sobre a Rússia, e Trump tuita isso”, acrescentou.

“Não estamos deixando que isso nos distraia”.

Outra promessa de campanha, a construção de um muro na fronteira com o México, também não passou de palavras, por ora.

– Sucesso em 2017 –

Trump revelou o rascunho dos históricos cortes de impostos em abril, pouco antes de completar os 100 dias de sua presidência. A proposta procura reduzir o imposto corporativo de 35% para 15%. Mas a tarefa é complexa, devido a tudo o que envolve e às somas.

Os legisladores ainda estão longe de concordar em questões como a forma de compensar a perda de receita. Sobre este ponto, Trump ainda não estabeleceu princípios claros.

Outra promessa de campanha é melhorar a decadente infraestrutura do país, onde a receita é ainda mais vaga.

Quando candidato, Trump prometeu “um trilhão de dólares” em investimentos para a construção e reparação de estradas, pontes e sistemas de transporte.

A ideia intriga a oposição dos democratas. Mas no Congresso, onde o orçamento de 2018 está atualmente em debate, ninguém aborda especificamente a questão da infraestrutura.

Para os republicanos que apoiam Trump, sua influência política e credibilidade residem na aprovação dessas duas reformas, na primeira vez desde 2006 que o partido controla a Casa Branca e as duas câmaras do Congresso.

– … e em 2020 –

Historicamente, os dois primeiros anos da presidência costumam ser mais proveitosos para grandes reformas, antes das eleições que renovam metade do Congresso e que acontecerão em novembro de 2018.

Essas batalhas políticas servem como uma prévia da guerra presidencial de 2020, para a qual Trump está decidido a concorrer à reeleição.

Donald Trump foi empossado como presidente em 20 de janeiro | Foto: AFP/Arquivos / JIM WATSON

Nos primeiros 100 dias, Ronald Reagan viu quase todos os seus programas iniciais serem adotados. Barack Obama aprovou um pacote de incentivos econômicos no início de 2009, seguido do debate e eventual passagem de suas reformas de saúde e uma revisão do sistema financeiro, ambos em 2010.

Mas os primeiros passos de Trump expuseram uma administração confusa. E ele demonstrou pouco do conhecimento político de Reagan e Bill Clinton, que negociaram com Congressos controlados por seus opositores.

“Eu não acho que mesmo a aprovação de uma reforma fiscal neste momento faça muito para melhorar a percepção sobre ele, sua competência ou sua administração”, afirmou à AFP Steve Gillon, professor de História na Universidade de Oklahoma.

E Peter Kastor, da Universidade de Washington, em St. Louis, reconhece que Trump pode não acreditar em uma crise de Segurança Nacional como foi o 11 de setembro para George W. Bush, ou a grande recessão enfrentada por Obama, para “vender” ou legitimar uma grande reforma no país.

Além disso, “muitos dos fatores que dificultam o sucesso de um presidente já aconteceram com Donald Trump”, disse Kastor, incluindo o escândalo sobre o possível conluio com a Rússia e a sua idade avançada (71 anos).

Gillon argumenta que Trump, com baixos níveis de aprovação, pode realmente se beneficiar se as preocupações com a Segurança Nacional forem levadas à frente.

“A única coisa que poderia salvar Trump seria um grande incidente internacional, ou um grande ataque terrorista”, assegura Gillon.

“E ninguém quer que nenhum desses aconteça”.

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