Caixa “Todo Tempo que eu Viver” reúne álbuns de Cartola

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Idealizada pela Universal Music, a caixa “Todo Tempo que eu Viver” reúne pela primeira vez, de forma remasterizada, toda a obra de Cartola, produzida entre 1967 e 1976. O box terá ainda um compilado, “Tempos Idos”, de dez faixas que incluem um pot-pourri de sambas da Mangueira gravados por ele em 67, além de fonogramas avulsos – até então dispersos na discografia – de gravações de Cartola para outros artistas. A caixa também trará textos inéditos, escritos por Eduardo Magossi, sobre os álbuns e as gravações reunidas no CD inédito, produzido especialmente para o projeto.

Os dois primeiros discos do sambista, ambos intitulados “Cartola” e lançados em 1974 e 1976, foram os responsáveis por apresentar ao público os maiores sucessos do cantor, “As rosas não Falam”, “Alvorada” e “Mundo é um moinho”. O primeiro disco vendeu 20 mil cópias em poucos meses, garantiu a Cartola o prêmio de melhor compositor do ano e figurou na lista dos melhores discos do ano de várias publicações, tais como a Revista Veja e o Jornal do Brasil.

Já o segundo álbum ganhou o prêmio “Golfinho de Ouro” de melhor disco do ano e é considerado por muitos críticos o ápice do artista. Em uma lista dos 100 maiores discos de música brasileira compilada pela revista Rolling Stones Brasil, o “Cartola” de 1976 ocupou a oitava posição.

Neste ano, a vida do sambista também será retratada no teatro. Cartola iniciou sua história na música em 1920, mas somente a partir de 1960, quando foi redescoberto pelo sobrinho, o crítico musical Lúcio Rangel, a carreira do intérprete começou a mudar. Hoje, ele é referência no samba e é considerado o maior letrista do gênero de todos os tempos. O espetáculo “Musical Cartola – O Mundo é um Moinho” chega ao Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, no mês de setembro com duas apresentações, nos dias 11 e 12.

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