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OSCAR 2016: O QUARTO DE JACK e BROOKLYN – Ricos em sensibilidade

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Com o anúncio dos indicados ao Oscar 2016, a coluna POP CINE realiza uma série de análise sobre as oito produções indicadas ao prêmio de Melhor Filme. São elas: Mad Max – Estrada da Fúria, O Regresso, O Quarto de Jack, Spotlight – Segredos Revelados, A Grande Aposta, Ponte dos Espiões, Brooklyn e Perdido em Marte.

Alguns desses filmes já foram analisados por aqui, por terem sido vistos bem antes do anúncio oficial. Já falamos de Mad Max – Estrada da Fúria, Ponte dos Espiões, Perdido em Marte, Spotlight – Segredos Revelados, A Grande Aposta e O Regresso. Hoje, vamos analisar as duas produções faltantes: O Quarto de Jack e Brooklyn.

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O QUARTO DE JACK

O filme concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor (Lenny Abrahamson), Melhor Atriz (Brie Larson) e Melhor Roteiro Adaptado (Emma Donoghue).

Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

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O filme, claramente, é dividido em duas partes. A primeira parte é incrível! Nós nos deparamos com toda a tensão que envolve o quarto. Pelo lado da mãe (um belo trabalho de Brie Larson), a realidade; pelo do filho, a magia de fazer daquele o seu único mundo, afinal, para ele, não existe o “lá fora”. É tão encantador ver o mundo pelos olhos dessa criança. Tudo é mágico.

Entretanto a segunda parte do filme se aproxima de um dramalhão mexicano. Parece não ser o mesmo filme. Toda a beleza poética é deixada de lado para jogar na tela uma sucessão de cenas nada criativas. Tudo que é apresentado, nesse segundo momento, poderia ser uma breve e linda conclusão da primeira, como um epílogo bem editado.

Mas vale a pena se emocionar com a relação entre mãe e filho, viajar na mente de uma criança e se encantar com a beleza imperceptível de um mundo bastante simples.

 

BROOKLYN

O filme concorre em três categorias: Melhor Filme, Melhor Atriz (Saoirse Ronan) e Melhor Roteiro Adaptado (Nick Hornby).

A jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn, na década de 1950, para tentar realizar seus sonhos. No ínicio de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um bombeiro italiano. Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

O destaque do filme fica por conta da sempre competente Saorise Ronan. O público realmente acredita no conflito interno existente na personagem. Aos poucos vamos formando opiniões em relação às escolhas e atitudes da protagonista.

O filme tem um clima bem agradável. Tudo é simples, bem feito, bonito, humano, sensível. Tudo está em seu devido lugar. Tem o ritmo certo e não é tão longo, já que tende a ser cansativo.

Mas o filme não chega a ser marcante, graças ao conflito principal ser tratado com muita simplicidade, tornando a coisa apenas superficial. É uma bela produção para apreciar, mas não ficará na mente por muito tempo.

Até a próxima!

Confiram a análise de Ponte dos Espiões (http://newspop.com.br/ponte-dos-espioes/ ).

Confiram a análise de Perdido em Marte (http://newspop.com.br/perdido-em-marte-sem-chance-para-exageros/ )

Confiram a análise de Mad Max – Estrada da Fúria (http://newspop.com.br/mad-max-estrada-da-furia-de-tirar-o-folego/ )

Confiram a análise de Spotlight – Segredos Revelados (http://newspop.com.br/spotlight-segredos-revelados/)

Confiram a análise de A Grande Aposta (http://newspop.com.br/oscar-2016-a-grande-aposta/)

Confiram a análise de O Regresso (http://newspop.com.br/oscar-2016-o-regresso-tenso-e-visceral/)

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