Renomado baterista do rock nacional (ex- Planet Hemp, Autoramas) aposta em novos horizontes!

Bacalhau - Foto: Elias Nogueira
Bacalhau – Foto: Elias Nogueira

Wagner José Duarte Ferreira, bastante conhecido no meio musical como Bacalhau, o original. Eu, particularmente; foi o primeiro baterista que conheci com este pseudônimo. Meu primeiro contato com o baterista foi num evento na Ilha do Governador, na época eu começava a trabalhar com Sergio Vid (ex- Sangue da Cidade) que fez uma participação no evento – Bacalhau estava no mesmo lugar e veio perguntar se eu era do jornal International Magazine – periódico que circulou durante muitos anos e era considerado a “Bíblia da Música” – pelo fato de ter saído uma nota sobre sua banda “Planet Hemp” na publicação. Depois veio outro encontro, na casa do Leonardo Rivera, que lançou os Autoramas através do selo Astronauta com aval da gravadora Universal.

Sempre baterista, Bacalhau começou na banda carioca Acabou La Tequila formada no início dos anos 1990, grupo que fez fusão de vários estilos, mas seu principal ritmo era o ska.

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Em 1995 o Bacalhau já integrava o Planet Hemp onde começaria uma carreira atrelada ao sucesso. Lançado em março do mesmo ano, o disco “Usuário” contava com hits como “Legalize Já” que se notabilizou em grande sucesso, apesar do clipe ter sofrido censuras. Mas o grupo não chamou atenção somente pelas letras que falam de maconha e legalização da erva. As 17 faixas não se restringem à legalização apenas. O álbum tem no conteúdo sonoro uma fusão explosiva de vários gêneros, destilados da guitarra de Rafael Crespo, do baixo de Formigão, da bateria de Bacalhau e de participantes igualmente inovadores, como o DJZé Gonzales ou o vocalista Black Alien. Nele Bacalhau foi coautor de outro sucesso “Dig Dig Dig Hempa” (Marcelo D2, Formigão, Bacalhau e Rafael Crespo).

Entre 1996 e 1997 ainda com Planet Hemp lançou “Os Cães Ladram, mas a Caravana Não Para” – mais um sucesso de vendas – o disco foi produzido por Mario Caldato Jr. Conhecido por seu trabalho com o grupo de Beastie Boys. Na época o vocalista BNegão saiu do Planet Hemp para se dedicar a sua outra banda The Funk Fuckers, entretanto faz a voz na maioria das faixas como “Zerovinteum” e “Adoled” (versão de “The Ocean” do Led Zeppelin) que foi sugestão do Bacalhau, por ter um destaque importantíssimo na versão original que é a bateria John Bonham, lendário baterista do Led Zeppelin.

Em 1998 Bacalhau entrou para os Autoramas, até então uma banda underground, onde tocou bateria até 2015 gravando diferentes álbuns: “Stress, Depressão & Síndrome do Pânico” (2000), “Vida Real” (2001), “Nada Pode Parar Os Autoramas” (2003), “Teletransporte” (2007), “MTV Apresenta Autoramas Desplugado” DVD/CD (2009), “Música Crocante” (2011); as coletâneas “Full Speed Ahead” (apenas no Japão) (2001), “RRRRRRRROCK” (2005), Mucho Gusto (apenas na Argentina) (2007), o DVD “Autoramas Internacional” (2013). Na verdade Bacalhau fez parte da fase mais produtiva da banda.

Bacalhau atualmente vem trabalhando em projetos musicais. Recentemente fez o festival onde se reuniram quatro bandas em dois dias no AudioRebel, em Botafogo. O evento teve grande repercussão, foi bastante badalado na imprensa e teve sucesso de público. Foram dois dias – 22 de Janeiro as bandas “Second Come” e “Estranhos Românticos” no dia 23 “Coquetel Molotov” e “Os Estudantes”.

  • O lance é ir fazendo o que foi dentro do esperado e tivemos ótimo público nos dois dias, sucesso total para o primeiro de muitos que virão, comentou Bacalhau e avisa: – esperem, vem muito som e muita música brasileira de qualidade, estou mirando Sul e Sudeste, depois outros lugares, aguardem.