Cena de As Tartarugas Ninja
Cena de As Tartarugas Ninja

Para os amantes mais nostálgicos do desenho animado, dos anos 90, As Tartarugas Ninja surge como apenas um chuvisco daquele que foi um dos maiores sucessos entre as crianças da época. Para os que não viveram a fase “Show da Xuxa, estão conhecendo um grupo novo de super-heróis bem diferente do que têm visto por aí, e, por sinal, bastante interessante.

Afetados por uma substância radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas, treinadas na arte de kung-fu, Leonardo (Pete Ploszek), Rafael (Alan Ritchson), Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard), junto com seu sensei, Mestre Splinter (Danny Woodburn), têm que enfrentar o mal que habita a cidade. Ao lado deles, a bela repórter April O’Neil (Megan Fox)  não medirá esforços para destruir o crime.

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Megan Fox atuando em As Tartarugas Ninja
Megan Fox atuando em As Tartarugas Ninja

Até onde irão chegar os efeitos visuais? A captura de movimentos tornou-se a maneira mais eficiente de transformar aquilo que está na imaginação em real. Em As Tartarugas Ninja isso fica bastante evidente. Acreditamos que existem tartarugas humanoides que praticam artes marciais. Os movimentos e expressões estão próximos à perfeição.

Entretanto falta uma maior definição durante as cenas de ação (que não são poucas). Já cansei de falar aqui, nesta coluna: balançar a câmera de um lado para o outro e jogar fragmentos de destroços na tela, não são sinais de ação. O público quer entender o que acontece. Algumas coisas passam de maneira abrupta.

O maior erro do filme está no humor. As piadas pouco funcionam. As que conseguem tirar algum riso surgem como obrigatórias. Ora, se o Michelangelo não fosse o bobo da história, seria incoerente, então, é lógico que é ele quem vai soltar as piadas no meio da tensão. Mas não chega a surpreender. Nem culpo tanto o roteiro, é mais tempo de comédia. Não há tempo de sentir a piada, afinal a ação seguinte quebra a ideia. Uma pena. Soa ainda mais decepcionante, quando nos lembramos da divertida série animada, de duas décadas atrás. Coisas de Michael Bay.

O roteiro é simples e até bem conduzido, mesmo com todos os clichês. Mas será que o diretor acha que só crianças iriam ao cinema? Só assim para explicar o porquê de não explicar certas coisas. Só para ilustrar: por que um parede de vidro, inquebrável, em um momento, espatifa-se de maneira tão simples em um outro? Por que centenas de capangas nunca chegam ao topo de um prédio, mesmo as Tatarugas indo, para lá, pelo elevador? Mistérios de Hollywood…

De qualquer maneira, Indico o filme para aqueles que não conhecem as Tartarugas. De quebra, podem se deparar com a sempre bela Megan Fox, não tão sensual como de costume, mas, ainda assim, bastante atraente.

Até a próxima!